just coz you feel it.....
You`ve got mail!
Mas é de alguém que você não conhece.
Como um abraço de quem não se gosta.
Um beijo onde não se quer.
Um sorriso falso, bobo e estúpido.
Cercado de idéias falsas, bobas e estúpidas.
Meninos que não são meninos.
Meninas que são (excessivamente) meninas.
Corações moldados, feios e novos.
Pessoas falsas, bobas e estúpidas.
(If you turn around what matters the most.)
É, eu fiz isso.
......doesn`t mean it`s there.
quinta-feira, novembro 06, 2003
quarta-feira, agosto 06, 2003
Qualquer lugar do mundo
Mesmo.
Qualquer um.
O chão imundo do teu quarto. A mesa estranha da cozinha. O sofá amarelo. Dentro do teu carro. No cinema. Lá em casa. Embaixo do meu edredom azul. Debaixo da escada. Escondido em algum canto. Na rua. No trabalho. Na aula.
Qualquer, qualquer lugar.
Não faz diferença alguma.
Não faz.
Não tem nada que faça tudo parecer menos estranho/frágil/novo. E não tô falando de beijos e abraços ou horas. Tô falando de mim. Tô falando de andar e não sentir tempo algum passando. Tô falando do estado anestésico. Da saudade. Da ansiedade. De tudo isso, amenizado.
Desculpa, mas eu tô falando de não saber.
E tem gente que continua tentando saber tudo por mim.
Claro, sempre tem.
Algumas coisas são pra "sempre".
Pra sempre machucar.
Pra sempre cansar.
Pra sempre dizer.
Pra sempre evitar.
Pra sempre não fazer diferença alguma.
Pra no final acabar com LER, fodida, estressada e separada.
Lembrei que partir significa muita coisa mais.
Em qualquer, qualquer lugar do mundo.
Mesmo.
Qualquer um.
O chão imundo do teu quarto. A mesa estranha da cozinha. O sofá amarelo. Dentro do teu carro. No cinema. Lá em casa. Embaixo do meu edredom azul. Debaixo da escada. Escondido em algum canto. Na rua. No trabalho. Na aula.
Qualquer, qualquer lugar.
Não faz diferença alguma.
Não faz.
Não tem nada que faça tudo parecer menos estranho/frágil/novo. E não tô falando de beijos e abraços ou horas. Tô falando de mim. Tô falando de andar e não sentir tempo algum passando. Tô falando do estado anestésico. Da saudade. Da ansiedade. De tudo isso, amenizado.
Desculpa, mas eu tô falando de não saber.
E tem gente que continua tentando saber tudo por mim.
Claro, sempre tem.
Algumas coisas são pra "sempre".
Pra sempre machucar.
Pra sempre cansar.
Pra sempre dizer.
Pra sempre evitar.
Pra sempre não fazer diferença alguma.
Pra no final acabar com LER, fodida, estressada e separada.
Lembrei que partir significa muita coisa mais.
Em qualquer, qualquer lugar do mundo.
domingo, julho 20, 2003
sexta-feira, junho 20, 2003
Tirou a roupa e a deixou jogada no corredor. Não importava. Por ali não passaria ninguém, além dela mesma. Podia andar seminua, como em filmes pornôs de baixa categoria, mas o sexo selvagem com um entregador de alguma coisa jamais aconteceria. Afinal, tem sempre resto de alguma coisa na geladeira. Tinha também sempre resto de alguém nela. E agora parecia resto de olhos castanhos.
Girou a torneira e a água do chuveiro veio silenciosa. Morna. Agradável como pouca coisa mais. Apoiou a cabeça na parede fria e deixou a água escorrendo no corpo. Sentou. Pensou se agüentaria ficar ali sentada até passarem-se dias e dias e então morrer de fome. Se os vizinhos notariam. Se ouviriam o barulho incessante da água. Se viriam reclamar porque o condomínio viria alto. Se daria pra dormir. E só.
Acontece que meia hora já parecia demais. Uma eternidade. Um saco. Fechou a torneira e se enrolou na primeira toalha que encontrou. Caminhou lento até o quarto e se jogou na cama. "Slackerbitch", pensou.
Olhou no relógio - Ah, sim. As horas. - atrasada. Ligou pros olhos castanhos e eles não estavam mais em casa. Colocou uma calça amassada e uma camiseta. Derrubou as coisas de cima da escrivaninha pra tentar achar a chave do carro. Achou aquela foto engraçadinha dos tênis. Dos pés - dele e dela - se entrelaçando de forma estranha. E a outra em que ele acendia o cigarro. E aquele monte de... restos! Detalhes dele. - Malditos detalhes. - em formato dez por quinze, saídos de dentro de uma gaveta que deveria ter sido lacrada pra sempre, não fosse aquela mania dela de tentar descobrir o que (ainda) sentia. Parou com a foto da boca. Quis chorar. Mas meninas não choram. Guardou-as no bolso da calça. Todas elas. Quem sabe...
Lembrou da chave na estante da sala. Deixou aberta a janela do quarto e o som ligado. Pegou um maço de cigarros. E a chave. E os restos. E foi.
* * *
Estranho. Ele era, definitivamente, estranho. Ela pensou nisso no caminho, enquanto dirigia sem ver os outros carros, sem ver a rua, os sinais, e as placas. Ignorando qualquer existência que não a dela. Ou, até, a própria. No que não havia problema, também, visto a existência dela se resumir a tão poucas coisas. Uma caixa de tinta de cabelo, poucas palavras, cigarros, cabelos curtos e óculos escuros. Há dois meses atrás, convinha também incluir o cara estranho com quem ela aparecia nos lugares. Na verdade, o que menos fazia era aparecer e, ainda assim, convinha.
Estacionou o carro em local proibido. Mandou à merda a guardinha estressada. Seguiu as instruções pra chegar no local combinado. Novamente, passou pela sua cabeça o fato de ele ser, possivelmente, a pessoa mais estranha que ela conhecia. Marcou de se encontrar com ela numa igreja abandonada. Isso. Sim, bem isso. E nem a chance de retrucar e de acusá-lo de ser insano ela teve. Apenas o bilhete. Um "precisamos conversar" e as instruções pra chegar no local, interditado, por sinal.
Cogitou a possibilidade de ele estar planejando seu assassinato. Mas àquela altura, isso parecia não importar tanto assim. Levaria dias até que alguém notasse o sumisso dela. E mais alguns até o cheiro de podre infestar os barracos próximos à igreja abandonada. Isso se ele deixasse o corpo dela por ali mesmo, e não o esquartejasse a fim de andar com ele no porta-malas até encontrar um local apropriado para despejar os restos mortais da "pobre menina rica" - viciada em nicotina. Faria em alguns minutos o que o cigarro levaria algum tempo a mais para fazer. E daí?
Mas o fato é que não era ele que guardava rancor. Nem ela. Logo, não se assassinariam.
Entrou e ele não havia chegado ainda, como o esperado. Sentou numa pedra imunda e acendeu seu Lucky Strike. Observou o lugar. A primeira laje havia sido arrancada, de modo que o teto ficasse absurdamente alto. Embaixo da igreja deveriam ter existido, algum dia, salas de aula, ou algo do gênero. Agora o altar ficava estranhamente posicionado no meio da parede, numa altura sem sentido. Perguntou-se se as pinturas no teto eram barrocas ou sei-lá-o-quê. Não sabia. E isso não parecia fazer dela uma pessoa pior. Ouviu passos. Olhos castanhos.
* * *
continua, sim.
Girou a torneira e a água do chuveiro veio silenciosa. Morna. Agradável como pouca coisa mais. Apoiou a cabeça na parede fria e deixou a água escorrendo no corpo. Sentou. Pensou se agüentaria ficar ali sentada até passarem-se dias e dias e então morrer de fome. Se os vizinhos notariam. Se ouviriam o barulho incessante da água. Se viriam reclamar porque o condomínio viria alto. Se daria pra dormir. E só.
Acontece que meia hora já parecia demais. Uma eternidade. Um saco. Fechou a torneira e se enrolou na primeira toalha que encontrou. Caminhou lento até o quarto e se jogou na cama. "Slackerbitch", pensou.
Olhou no relógio - Ah, sim. As horas. - atrasada. Ligou pros olhos castanhos e eles não estavam mais em casa. Colocou uma calça amassada e uma camiseta. Derrubou as coisas de cima da escrivaninha pra tentar achar a chave do carro. Achou aquela foto engraçadinha dos tênis. Dos pés - dele e dela - se entrelaçando de forma estranha. E a outra em que ele acendia o cigarro. E aquele monte de... restos! Detalhes dele. - Malditos detalhes. - em formato dez por quinze, saídos de dentro de uma gaveta que deveria ter sido lacrada pra sempre, não fosse aquela mania dela de tentar descobrir o que (ainda) sentia. Parou com a foto da boca. Quis chorar. Mas meninas não choram. Guardou-as no bolso da calça. Todas elas. Quem sabe...
Lembrou da chave na estante da sala. Deixou aberta a janela do quarto e o som ligado. Pegou um maço de cigarros. E a chave. E os restos. E foi.
Estranho. Ele era, definitivamente, estranho. Ela pensou nisso no caminho, enquanto dirigia sem ver os outros carros, sem ver a rua, os sinais, e as placas. Ignorando qualquer existência que não a dela. Ou, até, a própria. No que não havia problema, também, visto a existência dela se resumir a tão poucas coisas. Uma caixa de tinta de cabelo, poucas palavras, cigarros, cabelos curtos e óculos escuros. Há dois meses atrás, convinha também incluir o cara estranho com quem ela aparecia nos lugares. Na verdade, o que menos fazia era aparecer e, ainda assim, convinha.
Estacionou o carro em local proibido. Mandou à merda a guardinha estressada. Seguiu as instruções pra chegar no local combinado. Novamente, passou pela sua cabeça o fato de ele ser, possivelmente, a pessoa mais estranha que ela conhecia. Marcou de se encontrar com ela numa igreja abandonada. Isso. Sim, bem isso. E nem a chance de retrucar e de acusá-lo de ser insano ela teve. Apenas o bilhete. Um "precisamos conversar" e as instruções pra chegar no local, interditado, por sinal.
Cogitou a possibilidade de ele estar planejando seu assassinato. Mas àquela altura, isso parecia não importar tanto assim. Levaria dias até que alguém notasse o sumisso dela. E mais alguns até o cheiro de podre infestar os barracos próximos à igreja abandonada. Isso se ele deixasse o corpo dela por ali mesmo, e não o esquartejasse a fim de andar com ele no porta-malas até encontrar um local apropriado para despejar os restos mortais da "pobre menina rica" - viciada em nicotina. Faria em alguns minutos o que o cigarro levaria algum tempo a mais para fazer. E daí?
Mas o fato é que não era ele que guardava rancor. Nem ela. Logo, não se assassinariam.
Entrou e ele não havia chegado ainda, como o esperado. Sentou numa pedra imunda e acendeu seu Lucky Strike. Observou o lugar. A primeira laje havia sido arrancada, de modo que o teto ficasse absurdamente alto. Embaixo da igreja deveriam ter existido, algum dia, salas de aula, ou algo do gênero. Agora o altar ficava estranhamente posicionado no meio da parede, numa altura sem sentido. Perguntou-se se as pinturas no teto eram barrocas ou sei-lá-o-quê. Não sabia. E isso não parecia fazer dela uma pessoa pior. Ouviu passos. Olhos castanhos.
continua, sim.
sábado, abril 26, 2003
- Vamos dormir.
Talvez porque seja tarde. Talvez porque tenha sido demais. Talvez porque no frio seja tão bom. Talvez porque esteja quente demais. Talvez pelo sono. Talvez pela dor de cabeça ou pela aula que foi um saco.
E talvez porque não importe, bem simplesmente. Por ser bom se apertar em um colchão de solteiro e chegar no final do mês sem um puto no bolso e com muita coisa pra fazer. E achar qualquer coisa e poder guardar isso só pra si. Ou passar um dia trancada no quarto e não atender o telefone e nem o interfone. Ou ser a única luz acesa do prédio e sempre esquecer de trancar a porta. Ou pra esquecer. Ou lembrar. Ou gastar dinheiro com besteiras quando ele falta pra pagar o aluguel. Welcome back, não-sei-por-quê.
Talvez porque seja tarde. Talvez porque tenha sido demais. Talvez porque no frio seja tão bom. Talvez porque esteja quente demais. Talvez pelo sono. Talvez pela dor de cabeça ou pela aula que foi um saco.
E talvez porque não importe, bem simplesmente. Por ser bom se apertar em um colchão de solteiro e chegar no final do mês sem um puto no bolso e com muita coisa pra fazer. E achar qualquer coisa e poder guardar isso só pra si. Ou passar um dia trancada no quarto e não atender o telefone e nem o interfone. Ou ser a única luz acesa do prédio e sempre esquecer de trancar a porta. Ou pra esquecer. Ou lembrar. Ou gastar dinheiro com besteiras quando ele falta pra pagar o aluguel. Welcome back, não-sei-por-quê.
domingo, abril 06, 2003
Gosto de saudade. Gosto de distância. Gosto de chocolate. Gosto de menta. De morango. De dormir abraçado. Gosto de primeiro beijo. Gosto de primeira vez. Gosto de primavera e de verão e de inverno. Gosto de vento. Gosto de frio. Gosto de iogurte. Gosto de medo de perder. Gosto de sono. Gosto de paz. Gosto de paz. Gosto de andar de carro às quatro da manhã ouvindo Radiohead. Gosto de abraço. Gosto de reencontro. Gosto de orgulho. Gosto de olhos lindos. Gosto de sorvete. Gosto de calda de chocolate. Gosto de adivinha. Gosto de amigos. Gosto de dar certo. Gosto de domingo à noite. Gosto de cachorro dormindo no colo. Gosto de carinho. Gôsto.
segunda-feira, março 31, 2003
in pitch dark i go walking in your landscape.
broken branches trip me as i speak.
just coz you feel it doesnt mean its there.
just coz you feel it doesnt mean its there.
there's always a siren singing you to shipwreck.
(dont reach out, dont reach out)
stay 4ft away we'd be a walking disaster.
(dont reach out, dont reach out)
just coz you feel it doesn't mean its there.
(theres someone on your shoulder)
just coz you feel it doesn't mean its there.
(theres someone on your shoulder)
why so green and lonely?
heaven sent you to me.
we are accidents
waiting waiting to happen.
we are accidents
waiting waiting to happen.
broken branches trip me as i speak.
just coz you feel it doesnt mean its there.
just coz you feel it doesnt mean its there.
there's always a siren singing you to shipwreck.
(dont reach out, dont reach out)
stay 4ft away we'd be a walking disaster.
(dont reach out, dont reach out)
just coz you feel it doesn't mean its there.
(theres someone on your shoulder)
just coz you feel it doesn't mean its there.
(theres someone on your shoulder)
why so green and lonely?
heaven sent you to me.
we are accidents
waiting waiting to happen.
we are accidents
waiting waiting to happen.
quinta-feira, março 27, 2003
Falou que eu tinha "olhos de menina". "Caralho, mas é óbvio!".
Ah, não é não.
Ele disse (pra mim) que nada nunca importaria tanto quanto aquilo. Pediu um beijo. Eu dei. E fiquei acariciando ele o resto da noite, pra ver se passava o efeito do álcool. Daí ele perguntou por que a gente era "só isso". E eu ri. Falei que a gente nunca daria certo, éramos, juntos, algo legal demais pra ser verdade. Ele riu.
Depois fomos pra uma das cabanas, tava chovendo. E o nosso amigo-hiperativo-legalzinho apareceu, como sempre, pedindo pra usar o banheiro. E, claro que sim, já estava tarde.
E com ele nada parecia tanto assim. E tinha um beijo bom e uma beleza estranha demais. Se ofereceu pra me levar pra casa, eu disse que não. Reclamou que não tinha o meu telefone e eu desconversei. E pensei nele, muitas vezes depois, quando eu queria ter alguma dúvida.
E agora é estranho demais. Porque, como sempre, ele bebeu demais, e agora foi pior.
Porque ele era ele e isso fode com muitos detalhes da minha [pequena] existência. Mesmo porque, ele era um desses detalhes.
E ele tinha um beijo bom.
E é difícil pra mim aceitar que, nunca mais, alguém vai ter esse beijo.
É difícil pra mim aceitar.
É difícil.
Ah, não é não.
Ele disse (pra mim) que nada nunca importaria tanto quanto aquilo. Pediu um beijo. Eu dei. E fiquei acariciando ele o resto da noite, pra ver se passava o efeito do álcool. Daí ele perguntou por que a gente era "só isso". E eu ri. Falei que a gente nunca daria certo, éramos, juntos, algo legal demais pra ser verdade. Ele riu.
Depois fomos pra uma das cabanas, tava chovendo. E o nosso amigo-hiperativo-legalzinho apareceu, como sempre, pedindo pra usar o banheiro. E, claro que sim, já estava tarde.
E com ele nada parecia tanto assim. E tinha um beijo bom e uma beleza estranha demais. Se ofereceu pra me levar pra casa, eu disse que não. Reclamou que não tinha o meu telefone e eu desconversei. E pensei nele, muitas vezes depois, quando eu queria ter alguma dúvida.
E agora é estranho demais. Porque, como sempre, ele bebeu demais, e agora foi pior.
Porque ele era ele e isso fode com muitos detalhes da minha [pequena] existência. Mesmo porque, ele era um desses detalhes.
E ele tinha um beijo bom.
E é difícil pra mim aceitar que, nunca mais, alguém vai ter esse beijo.
É difícil pra mim aceitar.
É difícil.
quarta-feira, março 19, 2003
terça-feira, março 04, 2003
Crônica
Ele não ligou pra ela.
Ela não ligou pra ele.
Ele não viajou 251 km pra ver ela.
Ela arranjou uma boa desculpa.
Ele odiava ela, em boa parte das 'vezes'.
Ela não sabia o que ele sentiria se a visse naquele minuto.
Ele talvez não soubesse.
Ela talvez esquecesse. Se tentasse bastante. Se tentasse muito. Se tentasse demais.
(Ela talvez não esquecesse).
Uma conveniência seria conveniente.
Ela era egocêntrica.
Ele sabia.
Ele não sabia.
Ele não sabe.
Ele não sabe o quanto.
Ela, bem-feito, não sabia.
Ela era ocupada demais em não admitir que gostava de algumas coisas da Alanis. E que naquela hora queria ouvir Lenny Kravitz ou um abraço.
Ele era perfeito.
Ela nunca viu Tomates Verdes Fritos.
Ela nunca viu Matrix.
Ela nunca viu Titanic.
Ela nunca viu Harry Potter.
Ela nunca viu Os Goonies.
Ele não sabia fazer bolas de chiclete.
Prólogo: Eles eram bonitinhos juntos, e estranhos. E se amavam. E falavam de cores e de músicas e de sensações das quais todo mundo falava e eles achavam que era coisa 'só deles'. Mas ele escrevia bem e ela amava isso. E ele amava não-sei-o-quê nela. Tanto que talvez jamais tivessem feito muito sentido.
***
Continue e concorra a prêmios. O mais criativo leva pra casa um tênis velho e mal amado.
Claro, mera coincidência.
Se fosse sempre assim.
Ele não ligou pra ela.
Ela não ligou pra ele.
Ele não viajou 251 km pra ver ela.
Ela arranjou uma boa desculpa.
Ele odiava ela, em boa parte das 'vezes'.
Ela não sabia o que ele sentiria se a visse naquele minuto.
Ele talvez não soubesse.
Ela talvez esquecesse. Se tentasse bastante. Se tentasse muito. Se tentasse demais.
(Ela talvez não esquecesse).
Uma conveniência seria conveniente.
Ela era egocêntrica.
Ele sabia.
Ele não sabia.
Ele não sabe.
Ele não sabe o quanto.
Ela, bem-feito, não sabia.
Ela era ocupada demais em não admitir que gostava de algumas coisas da Alanis. E que naquela hora queria ouvir Lenny Kravitz ou um abraço.
Ele era perfeito.
Ela nunca viu Tomates Verdes Fritos.
Ela nunca viu Matrix.
Ela nunca viu Titanic.
Ela nunca viu Harry Potter.
Ela nunca viu Os Goonies.
Ele não sabia fazer bolas de chiclete.
Prólogo: Eles eram bonitinhos juntos, e estranhos. E se amavam. E falavam de cores e de músicas e de sensações das quais todo mundo falava e eles achavam que era coisa 'só deles'. Mas ele escrevia bem e ela amava isso. E ele amava não-sei-o-quê nela. Tanto que talvez jamais tivessem feito muito sentido.
Continue e concorra a prêmios. O mais criativo leva pra casa um tênis velho e mal amado.
Claro, mera coincidência.
Se fosse sempre assim.
domingo, março 02, 2003
sábado, fevereiro 22, 2003
sábado, fevereiro 15, 2003
[...]
mas eu tento. E podes achar errado e achar mil palavras e frases pra me condenar. Ou podes me ignorar. Ou podes me dizer o que é melhor pra ti. Ou que me entendes. Ou me jogar de algum lugar muito alto. Ou achar a coragem que eu não acho em mim pra fazer dar certo. Ou mentir que vai ficar tudo bem. Ou ficar sem saber o que fazer tanto quanto eu. Ou dizer que vale mais a pena esperar até a gente se ver de novo. Ou dizer que eu sou uma burra, e não sei de nada. E devia pensar mais. (Mais?) Ou devia parar de pensar. Ou.... eu não sei. Não só sobre ti, eu não sei sobre nada. Nem o porquê de eu fazer isso. Nem por que eu penso tanta besteira e pareço evitar as coisas de um jeito estranho. Mas I can't handle it. I can't handle it. Eu nunca pensei que isso foder tanto com o meu cérebro. É, mas fode.
[e amaldiçoado seja esse meio de comunicação. dessa vez.]
mas eu tento. E podes achar errado e achar mil palavras e frases pra me condenar. Ou podes me ignorar. Ou podes me dizer o que é melhor pra ti. Ou que me entendes. Ou me jogar de algum lugar muito alto. Ou achar a coragem que eu não acho em mim pra fazer dar certo. Ou mentir que vai ficar tudo bem. Ou ficar sem saber o que fazer tanto quanto eu. Ou dizer que vale mais a pena esperar até a gente se ver de novo. Ou dizer que eu sou uma burra, e não sei de nada. E devia pensar mais. (Mais?) Ou devia parar de pensar. Ou.... eu não sei. Não só sobre ti, eu não sei sobre nada. Nem o porquê de eu fazer isso. Nem por que eu penso tanta besteira e pareço evitar as coisas de um jeito estranho. Mas I can't handle it. I can't handle it. Eu nunca pensei que isso foder tanto com o meu cérebro. É, mas fode.
[e amaldiçoado seja esse meio de comunicação. dessa vez.]
quarta-feira, fevereiro 05, 2003
That's why I spend my days alone
Porque eu te amo de um jeito tolo. Porque eu sou tola. Porque eu preciso de ti independente de qualquer coisa. Porque é só disfarce esse meu jeito, porque no fundo a gente sabe muito bem que sou eu que preciso muito mais de ti. Porque dói. Porque dói. Porque dói.
Incondicional-mente.
Porque eu te amo de um jeito tolo. Porque eu sou tola. Porque eu preciso de ti independente de qualquer coisa. Porque é só disfarce esse meu jeito, porque no fundo a gente sabe muito bem que sou eu que preciso muito mais de ti. Porque dói. Porque dói. Porque dói.
Incondicional-mente.
segunda-feira, janeiro 27, 2003
Beautiful Loser
Meio que -
Só pra -
Na esperança de -
Parece loucura. Mas me disseram que combina comigo, como se eu já não soubesse disso há tanto tempo. Como se não fosse nada. Como se a minha fotosensibilidade pudesse ser comparada à uma coceirinha na pele.
Mas ninguém sabe tanto quanto eu sei. E as formas assustadoras que essa 'loucura, pequena' pode tomar. Talvez por ser longe, no sentido mais simplório da palavra.
Talvez por ainda assim eu me poder imaginar em outro lugar. Por querer fechar os olhos e ver uma realidade bem diferente. Esperar que com os olhos fechados, eu sinta alguém me beijando e que, quando eu os abrisse, fosse. Não cheio de intervalos do jeito que é.
Daí eu ando pela rua, no clima de fim-de-chuva-de-uma-semana e me pergunto se isso tá sendo filmado. Se alguém enxerga que dentro de mim há uma paz inesperada. Uma certeza boba de que tudo vai dar certo. Me pergunto se alguém, além de mim, sabe que eu tô fazendo as coisas do jeito certo, ainda que isso possa soar egoísta e prepotente e que se foda. Não faz diferença, faz? Por que não tem ninguém enxergando e é essa a verdade. Porque às vezes todo pseudo-esforço é pra nada. Porque nem sempre recebe-se o que merece, seja isso algo ruim ou bom. (Eu costumo/costumava acreditar o contrário. Acreditar em providência. Mas não sei onde isso fica agora). E daí eu vejo que é questão de sorte e só isso. E lembro daquela minha amiga que diz que Deus foi muito bom comigo. E fico com vontade de perguntar no que ela acredita agora, porque essa sempre foi minha referência.
E fico. Só permaneço. Só esqueço. Só respiro. Só acordo. Só não desisto.
Meio que -
Só pra -
Na esperança de -
Parece loucura. Mas me disseram que combina comigo, como se eu já não soubesse disso há tanto tempo. Como se não fosse nada. Como se a minha fotosensibilidade pudesse ser comparada à uma coceirinha na pele.
Mas ninguém sabe tanto quanto eu sei. E as formas assustadoras que essa 'loucura, pequena' pode tomar. Talvez por ser longe, no sentido mais simplório da palavra.
Talvez por ainda assim eu me poder imaginar em outro lugar. Por querer fechar os olhos e ver uma realidade bem diferente. Esperar que com os olhos fechados, eu sinta alguém me beijando e que, quando eu os abrisse, fosse. Não cheio de intervalos do jeito que é.
Daí eu ando pela rua, no clima de fim-de-chuva-de-uma-semana e me pergunto se isso tá sendo filmado. Se alguém enxerga que dentro de mim há uma paz inesperada. Uma certeza boba de que tudo vai dar certo. Me pergunto se alguém, além de mim, sabe que eu tô fazendo as coisas do jeito certo, ainda que isso possa soar egoísta e prepotente e que se foda. Não faz diferença, faz? Por que não tem ninguém enxergando e é essa a verdade. Porque às vezes todo pseudo-esforço é pra nada. Porque nem sempre recebe-se o que merece, seja isso algo ruim ou bom. (Eu costumo/costumava acreditar o contrário. Acreditar em providência. Mas não sei onde isso fica agora). E daí eu vejo que é questão de sorte e só isso. E lembro daquela minha amiga que diz que Deus foi muito bom comigo. E fico com vontade de perguntar no que ela acredita agora, porque essa sempre foi minha referência.
E fico. Só permaneço. Só esqueço. Só respiro. Só acordo. Só não desisto.
domingo, janeiro 26, 2003
Então, num dia de muita chuva, a gente chegou lá. E enchemos cada metro quadrado com toda nossa ausência. Enchemos de qualquer coisa vazia cada canto daquela 'casa'. E já havíamos até nos acostumado a sentar no chão frio da sala, ou a ficar na janela querendo os apartamentos ao redor ou olhando as pessoas pequenas lá embaixo.
Lembrei até de como a Clarice Lispector falava que a gente se acostuma. E acredito nela. E talvez até tente, um dia, usar as escadas. E lembre de abrir a janela sempre.
Só pra achar que agora eu talvez tenha algo só meu. Uma vontade a mais. Um.
Lembrei até de como a Clarice Lispector falava que a gente se acostuma. E acredito nela. E talvez até tente, um dia, usar as escadas. E lembre de abrir a janela sempre.
Só pra achar que agora eu talvez tenha algo só meu. Uma vontade a mais. Um.
quinta-feira, janeiro 23, 2003
domingo, janeiro 19, 2003
Ele sussurrou ao ouvido dela que seu maior sonho era beijar uma garota casada. Ela disse que queria arrancar seus olhos. E assim o fizeram. Ele a beijou, mais de uma vez. Ela não arrancou seus olhos, mas mordeu seu pescoço, arrancou alguns fios de cabelo e deixava sempre a marca de suas unhas nas costas dele.
sexta-feira, janeiro 17, 2003
Sempre pronta pra fugir. Essa sou eu. Fácil notar. Eu nunca me entrego, na verdade. Porque cada movimento brusco e mínimo e estranho me faz ter medo. Me faz querer me fechar. E fugir, esquecer. E ficar sozinha, pra não me machucar.
[...]
Não importa, né?
Mas é um desses. Queria não amar tanto. Queria não precisar. Fraca de novo, né? Shame on you. Eu achei que já tivesse sido o bastante. Que tivesse aprendido. Que não gostasse mais de finais felizes e que não tivesse medo e fugisse.
"Just to watch you perform your great escape" - Pra mim, só pra mim.
[...]
Não importa, né?
Mas é um desses. Queria não amar tanto. Queria não precisar. Fraca de novo, né? Shame on you. Eu achei que já tivesse sido o bastante. Que tivesse aprendido. Que não gostasse mais de finais felizes e que não tivesse medo e fugisse.
"Just to watch you perform your great escape" - Pra mim, só pra mim.
segunda-feira, janeiro 06, 2003
Troubles
Hoje eu tentei achar algo nele que me provasse que ele é "igual a todo mundo". Uma desculpa pra me machucar, talvez. Mas não achei, nada. Por ele ser tão diferente de tudo. Por ele ser a única pessoa mais alienada do que eu. Por tudo que ele já me fez sentir. Por tanto tempo que as músicas dele me mantêm acordada. Por um passado já tão distante e que sempre é vivo demais em mim. Por ele ter sido sempre a primeira pessoa em que eu pensei, ainda que longe. Por eu sorrir por lembrar agora tão bem de "I`ll take the rain". E lembrar o quanto significa pra gente. O quanto tudo significa, por a gente ser tão 'facilmente impressionável'. Por a gente ser um "a gente". E por agora eu ter certeza que é isso que me faz bem. Por estar mais calma. Por amar os olhos dele. Por me conformar com o fato de que sempre eu vou ter que ligar. Pelos abraços e os beijos dele que são os melhores do mundo. Por eu ficar mais serena ainda quando tô com ele. Por ele dizer e sentir coisas bonitas, ser uma 'masturbação mental'. Pelos ciúmes que eu sinto. Por ele gostar de coisas em mim não só por elas serem minhas; por ele gostar disso. Por ser difícil pra mim acreditar que alguém me entenda tanto assim. Por, por ele, "abrir mão" parecer natural. Por ele fazer aniversário junto comigo. Por ele dizer só o que realmente pensa. E escrever as coisas mais lindas. Por todas as vezes que eu quis estar com ele. Por eu ter me convencido tão bem a "deixar pra lá", algum tempo atrás. E, mais ainda, por ele ter voltado pra minha vida do jeito que voltou. Por agora parecer mais certo do que nunca. Por ele ser, por si só, um motivo perfeito pra amá-lo, apesar de todas as minhas fugas de me entregar de novo. Por ele ser ele e me fazer rir e eu estar feliz. E até parecer 'cumplicidade' o modo como a gente conversa e como ele me conta as coisas que ele sabe que conseguem me deixar feliz. Por a gente concordar em muita, muita coisa. Por ele sempre me deixar ganhar nas nossas discussões. Por eu perdoar o fato de ele não gostar de Mac Donalds.
Hoje eu tentei achar algo nele que me provasse que ele é "igual a todo mundo". Uma desculpa pra me machucar, talvez. Mas não achei, nada. Por ele ser tão diferente de tudo. Por ele ser a única pessoa mais alienada do que eu. Por tudo que ele já me fez sentir. Por tanto tempo que as músicas dele me mantêm acordada. Por um passado já tão distante e que sempre é vivo demais em mim. Por ele ter sido sempre a primeira pessoa em que eu pensei, ainda que longe. Por eu sorrir por lembrar agora tão bem de "I`ll take the rain". E lembrar o quanto significa pra gente. O quanto tudo significa, por a gente ser tão 'facilmente impressionável'. Por a gente ser um "a gente". E por agora eu ter certeza que é isso que me faz bem. Por estar mais calma. Por amar os olhos dele. Por me conformar com o fato de que sempre eu vou ter que ligar. Pelos abraços e os beijos dele que são os melhores do mundo. Por eu ficar mais serena ainda quando tô com ele. Por ele dizer e sentir coisas bonitas, ser uma 'masturbação mental'. Pelos ciúmes que eu sinto. Por ele gostar de coisas em mim não só por elas serem minhas; por ele gostar disso. Por ser difícil pra mim acreditar que alguém me entenda tanto assim. Por, por ele, "abrir mão" parecer natural. Por ele fazer aniversário junto comigo. Por ele dizer só o que realmente pensa. E escrever as coisas mais lindas. Por todas as vezes que eu quis estar com ele. Por eu ter me convencido tão bem a "deixar pra lá", algum tempo atrás. E, mais ainda, por ele ter voltado pra minha vida do jeito que voltou. Por agora parecer mais certo do que nunca. Por ele ser, por si só, um motivo perfeito pra amá-lo, apesar de todas as minhas fugas de me entregar de novo. Por ele ser ele e me fazer rir e eu estar feliz. E até parecer 'cumplicidade' o modo como a gente conversa e como ele me conta as coisas que ele sabe que conseguem me deixar feliz. Por a gente concordar em muita, muita coisa. Por ele sempre me deixar ganhar nas nossas discussões. Por eu perdoar o fato de ele não gostar de Mac Donalds.