quarta-feira, agosto 06, 2003

Qualquer lugar do mundo

Mesmo.
Qualquer um.
O chão imundo do teu quarto. A mesa estranha da cozinha. O sofá amarelo. Dentro do teu carro. No cinema. Lá em casa. Embaixo do meu edredom azul. Debaixo da escada. Escondido em algum canto. Na rua. No trabalho. Na aula.
Qualquer, qualquer lugar.
Não faz diferença alguma.
Não faz.

Não tem nada que faça tudo parecer menos estranho/frágil/novo. E não tô falando de beijos e abraços ou horas. Tô falando de mim. Tô falando de andar e não sentir tempo algum passando. Tô falando do estado anestésico. Da saudade. Da ansiedade. De tudo isso, amenizado.
Desculpa, mas eu tô falando de não saber.
E tem gente que continua tentando saber tudo por mim.
Claro, sempre tem.
Algumas coisas são pra "sempre".
Pra sempre machucar.
Pra sempre cansar.
Pra sempre dizer.
Pra sempre evitar.
Pra sempre não fazer diferença alguma.

Pra no final acabar com LER, fodida, estressada e separada.

Lembrei que partir significa muita coisa mais.
Em qualquer, qualquer lugar do mundo.