hoje eu conversei com uma tia avó.
chorei.
mas o mais importante de tudo é que quando ela falava "paixão" ela se referia a algo ruim. do tipo: "fulana tinha uma paixão com fulano."
pois é. sensatez.
terça-feira, dezembro 27, 2005
quarta-feira, setembro 21, 2005
domingo, setembro 04, 2005
SAI!
Ele entrou pelos meus poros, eu acho, mas não tenho certeza. Só sei que procurou por todos os cantos e eu sentia quando ele passava, principalmente pelo lado esquerdo, percorrendo meus braços, meus pulmões e meus dedos dos pés em busca do que tinha perdido.
Não foi culpa minha, eu juro.
Até que ele encontrou. Mas só conseguiu chegar lá com a boca, então mordeu-o com toda força, enquanto usava braços e mãos pra tentar arrastá-lo pra fora. Em vão. Largou e sentiu o sangue (se é que podia se chamar assim) escorrendo entre os dentes. Engoliu.
Senti o lado esquerdo.
Senti que ele desistia, abrigado em algum lugar perto da última vértebra.
Coloquei o dedo entre a última e penúltima vértebra. Ele sorriu. Mordeu novamente. Usou todas as suas forças, e os dentes, e as mãos, e os pés apoiados nos meus músculos.
Ele entrou pelos meus poros, eu acho, mas não tenho certeza. Só sei que procurou por todos os cantos e eu sentia quando ele passava, principalmente pelo lado esquerdo, percorrendo meus braços, meus pulmões e meus dedos dos pés em busca do que tinha perdido.
Não foi culpa minha, eu juro.
Até que ele encontrou. Mas só conseguiu chegar lá com a boca, então mordeu-o com toda força, enquanto usava braços e mãos pra tentar arrastá-lo pra fora. Em vão. Largou e sentiu o sangue (se é que podia se chamar assim) escorrendo entre os dentes. Engoliu.
Senti o lado esquerdo.
Senti que ele desistia, abrigado em algum lugar perto da última vértebra.
Coloquei o dedo entre a última e penúltima vértebra. Ele sorriu. Mordeu novamente. Usou todas as suas forças, e os dentes, e as mãos, e os pés apoiados nos meus músculos.
segunda-feira, junho 27, 2005
Sabe, eu ainda quero ser uma escritora falida, mas eu acho que eu só quero ser isso quando estou contigo. Você é meu... você sabe. Aquele cara das horas, mas sem aids.
Isso não quer dizer que a gente nunca transaria, porque você não teria aquele aspecto e você até que é.. bom, você entende.
Assim como você entende o fato de eu ter ficado com alguém que depois bateu no teu carro e não pagou. E entende o fato de eu rir muito toda vez que lembro disso.
Bom, não foi muito uma questão de opção porque você apenas não estava lá. E isso eu falo por falar. Só porque não dá pra voltar mas você sabe que eu te amo mesmo assim.
Isso não quer dizer que a gente nunca transaria, porque você não teria aquele aspecto e você até que é.. bom, você entende.
Assim como você entende o fato de eu ter ficado com alguém que depois bateu no teu carro e não pagou. E entende o fato de eu rir muito toda vez que lembro disso.
Bom, não foi muito uma questão de opção porque você apenas não estava lá. E isso eu falo por falar. Só porque não dá pra voltar mas você sabe que eu te amo mesmo assim.
sábado, abril 23, 2005
Diálogo.
Eu lembro, mas é bem vagamente. Do teu sorriso ao me ver, que eu mal consigo transcrever dos meus olhos pra minha memória, de tão foda.
Mas eu lembro. E lembro que talvez seja sempre você a única pessoa que me faz sentir... bem. (O que não deveria ser tão difícil assim, mas é.)
E é fácil fechar meus olhos e te ver sorrindo, com o tal sorriso, pedindo meu abraço, porque "sou tão quentinha". E o teu jeito de colocar as mangas das jaquetas por cima das mãos e o teu sempre frio e o meu sempre erro e sempre.
Eu lembro, assim. É claro que lembro.
O que eu sempre esqueço é que mesmo assim a gente nunca é.
Eu lembro, mas é bem vagamente. Do teu sorriso ao me ver, que eu mal consigo transcrever dos meus olhos pra minha memória, de tão foda.
Mas eu lembro. E lembro que talvez seja sempre você a única pessoa que me faz sentir... bem. (O que não deveria ser tão difícil assim, mas é.)
E é fácil fechar meus olhos e te ver sorrindo, com o tal sorriso, pedindo meu abraço, porque "sou tão quentinha". E o teu jeito de colocar as mangas das jaquetas por cima das mãos e o teu sempre frio e o meu sempre erro e sempre.
Eu lembro, assim. É claro que lembro.
O que eu sempre esqueço é que mesmo assim a gente nunca é.
domingo, abril 17, 2005
Você sempre está certo, até quando provoca essas palpitações estranhas em mim.
Quando quase bate o carro.
Quando desliga no segundo em que eu ía dizer.
Você sempre está certo mas o seu maior defeito é saber disso. E o meu é concordar. Você está certo quando faz acreditar que tudo que eu tenho está errado, que deveria mudar. Você consegue me provar sem palavras que eu preciso apagar o meu melhor poema.
Você precisa estar coberto de razão, porque eu suo frio, e tremo, e emagreço e choro e leio e me torno uma pessoa melhor com todos aqueles livros e aquelas canções que eu aprendi a tocar só pra que você sinta algo mais por mim.
Você está certo, porque eu estou errada.
Preciso estar.
Isso é uma ficção.
Quando quase bate o carro.
Quando desliga no segundo em que eu ía dizer.
Você sempre está certo mas o seu maior defeito é saber disso. E o meu é concordar. Você está certo quando faz acreditar que tudo que eu tenho está errado, que deveria mudar. Você consegue me provar sem palavras que eu preciso apagar o meu melhor poema.
Você precisa estar coberto de razão, porque eu suo frio, e tremo, e emagreço e choro e leio e me torno uma pessoa melhor com todos aqueles livros e aquelas canções que eu aprendi a tocar só pra que você sinta algo mais por mim.
Você está certo, porque eu estou errada.
Preciso estar.
Isso é uma ficção.