terça-feira, dezembro 27, 2005

hoje eu conversei com uma tia avó.

chorei.

mas o mais importante de tudo é que quando ela falava "paixão" ela se referia a algo ruim. do tipo: "fulana tinha uma paixão com fulano."

pois é. sensatez.

quarta-feira, setembro 21, 2005

vai passar, vai passar.

eu só preciso de novo da tua mão tremendo e do teu sorriso. algo que garanta que é pra sempre, pra eu poder te deixar mais uma vez.

domingo, setembro 04, 2005

SAI!

Ele entrou pelos meus poros, eu acho, mas não tenho certeza. Só sei que procurou por todos os cantos e eu sentia quando ele passava, principalmente pelo lado esquerdo, percorrendo meus braços, meus pulmões e meus dedos dos pés em busca do que tinha perdido.
Não foi culpa minha, eu juro.
Até que ele encontrou. Mas só conseguiu chegar lá com a boca, então mordeu-o com toda força, enquanto usava braços e mãos pra tentar arrastá-lo pra fora. Em vão. Largou e sentiu o sangue (se é que podia se chamar assim) escorrendo entre os dentes. Engoliu.
Senti o lado esquerdo.
Senti que ele desistia, abrigado em algum lugar perto da última vértebra.
Coloquei o dedo entre a última e penúltima vértebra. Ele sorriu. Mordeu novamente. Usou todas as suas forças, e os dentes, e as mãos, e os pés apoiados nos meus músculos.

segunda-feira, junho 27, 2005

Sabe, eu ainda quero ser uma escritora falida, mas eu acho que eu só quero ser isso quando estou contigo. Você é meu... você sabe. Aquele cara das horas, mas sem aids.
Isso não quer dizer que a gente nunca transaria, porque você não teria aquele aspecto e você até que é.. bom, você entende.
Assim como você entende o fato de eu ter ficado com alguém que depois bateu no teu carro e não pagou. E entende o fato de eu rir muito toda vez que lembro disso.
Bom, não foi muito uma questão de opção porque você apenas não estava lá. E isso eu falo por falar. Só porque não dá pra voltar mas você sabe que eu te amo mesmo assim.

sábado, abril 23, 2005

Diálogo.

Eu lembro, mas é bem vagamente. Do teu sorriso ao me ver, que eu mal consigo transcrever dos meus olhos pra minha memória, de tão foda.

Mas eu lembro. E lembro que talvez seja sempre você a única pessoa que me faz sentir... bem. (O que não deveria ser tão difícil assim, mas é.)

E é fácil fechar meus olhos e te ver sorrindo, com o tal sorriso, pedindo meu abraço, porque "sou tão quentinha". E o teu jeito de colocar as mangas das jaquetas por cima das mãos e o teu sempre frio e o meu sempre erro e sempre.

Eu lembro, assim. É claro que lembro.

O que eu sempre esqueço é que mesmo assim a gente nunca é.

domingo, abril 17, 2005

Você sempre está certo, até quando provoca essas palpitações estranhas em mim.

Quando quase bate o carro.
Quando desliga no segundo em que eu ía dizer.

Você sempre está certo mas o seu maior defeito é saber disso. E o meu é concordar. Você está certo quando faz acreditar que tudo que eu tenho está errado, que deveria mudar. Você consegue me provar sem palavras que eu preciso apagar o meu melhor poema.

Você precisa estar coberto de razão, porque eu suo frio, e tremo, e emagreço e choro e leio e me torno uma pessoa melhor com todos aqueles livros e aquelas canções que eu aprendi a tocar só pra que você sinta algo mais por mim.

Você está certo, porque eu estou errada.
Preciso estar.


Isso é uma ficção.