cada molécula
Oi meu anjo
Bom, são seis da manhã e você tá dormindo no sofá. Você continua de tênis e o apartamento tá uma bagunça. Tentei ajudar colocando todas as latas de cerveja numa sacola no canto da cozinha, mas sei que isso não faz diferença nenhuma pra você.
Meu ônibus sai daqui a 40 min, mas eu não consigo te acordar. Eu sei que você tem sono leve, mas se você se visse dormindo tão calmo também não teria coragem de interromper. Imagino com o que você possa estar sonhando, agora que a tua vida é como a gente sempre sonhou. E isso me faz sorrir de um jeito que eu não imagino melhor.
E dá aquela vontade de chorar que você deve saber qual é. Assim como ontem quando te vi com outra pessoa. Meio por felicidade e meio por querer estar sentindo isso junto com você. Ou por alguma coisa que nada nem ninguém no mundo consegue explicar. Eu só... sei.
E eu sei que "isso", "assim", é só você que me faz sentir. Mesmo sem querer. Mesmo com erros, e tempos, e coincidências que a gente nunca chegou a planejar.
É. Mas devaneios não são saudáveis e a gente sabe disso muito bem. (Alguma coisa a gente tem que aprender, né?).
Obrigada por ter me agüentado tomando café durante 90% dos últimos dias. Eu sei o quanto você odeia esse meu hábito.
Eu te desculpo pelas crises que você causa em mim.
E a gente se desculpa por não fumar. Porque seria muito mais 'cult' assim.
Te cuida e cuida da tua coleção de CDs, pra nenhuma outra pessoa fazer o mesmo que eu, que além de estar pegando os meus de volta estou levando alguns dos seus preferidos. Obrigada por isso também.
Se o meu namorado ligar aqui de novo, diga que eu já tô voltando.
O Táxi chegou.
Eu t.
domingo, outubro 10, 2004
sexta-feira, junho 18, 2004
"Eu sei que é brega, mas o amor é brega".
Eu não entendo como não me apaixonar por alguém assim. E eu sei que isso também é brega, como milhões de outras coisas.
Como querer só dormir. Querer alguém "tão perto" pra só dormir e reclamar mais um pouco da vida, porque no final das contas isso é tudo que eu sei fazer. (Assim como eu ia querer o tal alguém pra encaixar a cabeça entre os braços dele de algum jeito que a anatomia não conseguisse explicar pra derramar todas as minhas lágrimas se assim eu o quisesse.)
É, mas é brega.
É.
É, mas é brega.
É.
sexta-feira, março 26, 2004
quinta-feira, março 18, 2004
Lição do dia
Quanto mais você me conhece,
Mais baixos são os teus golpes.
Mas sabe do quê?
Ninguém me conhece tanto assim.
Nem você.
Só eu sei (achar) que minha inconstância tem cura, sim. E que um dia alguém vai me derrotar. E foder com os meus conceitos. E me fazer chorar pra caralho. Vai sim, e quem sabe até seja ele.
Ou não.
É o próximo.
Ou o outro.
Sempre continua.
"O problema é que você sempre tem alguém."
Pois é. Eu sei.
Quanto mais você me conhece,
Mais baixos são os teus golpes.
Mas sabe do quê?
Ninguém me conhece tanto assim.
Nem você.
Só eu sei (achar) que minha inconstância tem cura, sim. E que um dia alguém vai me derrotar. E foder com os meus conceitos. E me fazer chorar pra caralho. Vai sim, e quem sabe até seja ele.
Ou não.
É o próximo.
Ou o outro.
Sempre continua.
"O problema é que você sempre tem alguém."
Pois é. Eu sei.
sábado, fevereiro 21, 2004
des - moronando
mulher tem disso. às vezes nada é o bastante, e eu odeio isso, em mim. odeio quando os hormônios e as ambigüidades combinam de foder com as minhas - quaisquer - certezas. odeio quando a paranóia é tanta que chega a... confundir, de fato. odeio não conseguir controlar isso. assim como às vezes eu não controlo uma parte sequer do meu corpo (e você parece conhecer muito bem essas 'vezes'), em outras (agora, e obviamente você 'não tá' aqui) eu não controlo algo de 'dentro'. e daí os sorrisos não valem. os beijos se anulam. os abraços se desfazem. e tudo que e-ra doce... pfff.
mulher tem disso. às vezes nada é o bastante, e eu odeio isso, em mim. odeio quando os hormônios e as ambigüidades combinam de foder com as minhas - quaisquer - certezas. odeio quando a paranóia é tanta que chega a... confundir, de fato. odeio não conseguir controlar isso. assim como às vezes eu não controlo uma parte sequer do meu corpo (e você parece conhecer muito bem essas 'vezes'), em outras (agora, e obviamente você 'não tá' aqui) eu não controlo algo de 'dentro'. e daí os sorrisos não valem. os beijos se anulam. os abraços se desfazem. e tudo que e-ra doce... pfff.
quarta-feira, fevereiro 11, 2004
it's easy but it seems so hard
Medo. Eu não sei por que soa tão absurdo assim. É "só" medo. Medo de você não vir buscar seus CDs aqui em casa. Medo de eu não ter mais por quem suspirar. Medo de continuar sentindo medo. Medo de não ter mais com quem falar durante horas-e-horas. Medo de não ter alguém do qual eu possa me despedir 5 vezes e continuar do lado. Medo das coisas que cabem nesse espação entre a gente. Medo de esquecer todas as "manhas" do teu carro. Medo de te acordar cinco e quinze pra você ir embora e você não estar mais lá. Medo de não ter alguém pra reclamar do que eu ouço. E pra reclamar do que eu gravo. Medo de não ter pra quem falar sobre como foi o meu dia. Medo de enlouquecer de vez. Medo de não acreditar, nunca mais. Medo de doer.
Medo. Eu não sei por que soa tão absurdo assim. É "só" medo. Medo de você não vir buscar seus CDs aqui em casa. Medo de eu não ter mais por quem suspirar. Medo de continuar sentindo medo. Medo de não ter mais com quem falar durante horas-e-horas. Medo de não ter alguém do qual eu possa me despedir 5 vezes e continuar do lado. Medo das coisas que cabem nesse espação entre a gente. Medo de esquecer todas as "manhas" do teu carro. Medo de te acordar cinco e quinze pra você ir embora e você não estar mais lá. Medo de não ter alguém pra reclamar do que eu ouço. E pra reclamar do que eu gravo. Medo de não ter pra quem falar sobre como foi o meu dia. Medo de enlouquecer de vez. Medo de não acreditar, nunca mais. Medo de doer.
domingo, janeiro 25, 2004
terça-feira, janeiro 06, 2004
ou você ainda vive só dentro de mim
e ficaram as malas e armários vazios
cinzas de cigarro e dias frios
teu rosto amassado
embaixo do cobertor
ou então
eu nunca quis você não me quis
alguém que só viva (ainda) dentro de mim
assim como teus sorrisos
sempre tão indecisos
eu vou te ligar em todo natal
ou só entender
dois pontos pra mim (,que bom)
mas (são) três pra você.