Talvez porque nada mais faça sentido.
Nem eu.
Nem tu.
Nem tudo que eu sei, e tu nem imaginas, que eu aprendi contigo.
segunda-feira, janeiro 27, 2003
Beautiful Loser
Meio que -
Só pra -
Na esperança de -
Parece loucura. Mas me disseram que combina comigo, como se eu já não soubesse disso há tanto tempo. Como se não fosse nada. Como se a minha fotosensibilidade pudesse ser comparada à uma coceirinha na pele.
Mas ninguém sabe tanto quanto eu sei. E as formas assustadoras que essa 'loucura, pequena' pode tomar. Talvez por ser longe, no sentido mais simplório da palavra.
Talvez por ainda assim eu me poder imaginar em outro lugar. Por querer fechar os olhos e ver uma realidade bem diferente. Esperar que com os olhos fechados, eu sinta alguém me beijando e que, quando eu os abrisse, fosse. Não cheio de intervalos do jeito que é.
Daí eu ando pela rua, no clima de fim-de-chuva-de-uma-semana e me pergunto se isso tá sendo filmado. Se alguém enxerga que dentro de mim há uma paz inesperada. Uma certeza boba de que tudo vai dar certo. Me pergunto se alguém, além de mim, sabe que eu tô fazendo as coisas do jeito certo, ainda que isso possa soar egoísta e prepotente e que se foda. Não faz diferença, faz? Por que não tem ninguém enxergando e é essa a verdade. Porque às vezes todo pseudo-esforço é pra nada. Porque nem sempre recebe-se o que merece, seja isso algo ruim ou bom. (Eu costumo/costumava acreditar o contrário. Acreditar em providência. Mas não sei onde isso fica agora). E daí eu vejo que é questão de sorte e só isso. E lembro daquela minha amiga que diz que Deus foi muito bom comigo. E fico com vontade de perguntar no que ela acredita agora, porque essa sempre foi minha referência.
E fico. Só permaneço. Só esqueço. Só respiro. Só acordo. Só não desisto.
Meio que -
Só pra -
Na esperança de -
Parece loucura. Mas me disseram que combina comigo, como se eu já não soubesse disso há tanto tempo. Como se não fosse nada. Como se a minha fotosensibilidade pudesse ser comparada à uma coceirinha na pele.
Mas ninguém sabe tanto quanto eu sei. E as formas assustadoras que essa 'loucura, pequena' pode tomar. Talvez por ser longe, no sentido mais simplório da palavra.
Talvez por ainda assim eu me poder imaginar em outro lugar. Por querer fechar os olhos e ver uma realidade bem diferente. Esperar que com os olhos fechados, eu sinta alguém me beijando e que, quando eu os abrisse, fosse. Não cheio de intervalos do jeito que é.
Daí eu ando pela rua, no clima de fim-de-chuva-de-uma-semana e me pergunto se isso tá sendo filmado. Se alguém enxerga que dentro de mim há uma paz inesperada. Uma certeza boba de que tudo vai dar certo. Me pergunto se alguém, além de mim, sabe que eu tô fazendo as coisas do jeito certo, ainda que isso possa soar egoísta e prepotente e que se foda. Não faz diferença, faz? Por que não tem ninguém enxergando e é essa a verdade. Porque às vezes todo pseudo-esforço é pra nada. Porque nem sempre recebe-se o que merece, seja isso algo ruim ou bom. (Eu costumo/costumava acreditar o contrário. Acreditar em providência. Mas não sei onde isso fica agora). E daí eu vejo que é questão de sorte e só isso. E lembro daquela minha amiga que diz que Deus foi muito bom comigo. E fico com vontade de perguntar no que ela acredita agora, porque essa sempre foi minha referência.
E fico. Só permaneço. Só esqueço. Só respiro. Só acordo. Só não desisto.
domingo, janeiro 26, 2003
Então, num dia de muita chuva, a gente chegou lá. E enchemos cada metro quadrado com toda nossa ausência. Enchemos de qualquer coisa vazia cada canto daquela 'casa'. E já havíamos até nos acostumado a sentar no chão frio da sala, ou a ficar na janela querendo os apartamentos ao redor ou olhando as pessoas pequenas lá embaixo.
Lembrei até de como a Clarice Lispector falava que a gente se acostuma. E acredito nela. E talvez até tente, um dia, usar as escadas. E lembre de abrir a janela sempre.
Só pra achar que agora eu talvez tenha algo só meu. Uma vontade a mais. Um.
Lembrei até de como a Clarice Lispector falava que a gente se acostuma. E acredito nela. E talvez até tente, um dia, usar as escadas. E lembre de abrir a janela sempre.
Só pra achar que agora eu talvez tenha algo só meu. Uma vontade a mais. Um.
quinta-feira, janeiro 23, 2003
domingo, janeiro 19, 2003
Ele sussurrou ao ouvido dela que seu maior sonho era beijar uma garota casada. Ela disse que queria arrancar seus olhos. E assim o fizeram. Ele a beijou, mais de uma vez. Ela não arrancou seus olhos, mas mordeu seu pescoço, arrancou alguns fios de cabelo e deixava sempre a marca de suas unhas nas costas dele.
sexta-feira, janeiro 17, 2003
Sempre pronta pra fugir. Essa sou eu. Fácil notar. Eu nunca me entrego, na verdade. Porque cada movimento brusco e mínimo e estranho me faz ter medo. Me faz querer me fechar. E fugir, esquecer. E ficar sozinha, pra não me machucar.
[...]
Não importa, né?
Mas é um desses. Queria não amar tanto. Queria não precisar. Fraca de novo, né? Shame on you. Eu achei que já tivesse sido o bastante. Que tivesse aprendido. Que não gostasse mais de finais felizes e que não tivesse medo e fugisse.
"Just to watch you perform your great escape" - Pra mim, só pra mim.
[...]
Não importa, né?
Mas é um desses. Queria não amar tanto. Queria não precisar. Fraca de novo, né? Shame on you. Eu achei que já tivesse sido o bastante. Que tivesse aprendido. Que não gostasse mais de finais felizes e que não tivesse medo e fugisse.
"Just to watch you perform your great escape" - Pra mim, só pra mim.
segunda-feira, janeiro 06, 2003
Troubles
Hoje eu tentei achar algo nele que me provasse que ele é "igual a todo mundo". Uma desculpa pra me machucar, talvez. Mas não achei, nada. Por ele ser tão diferente de tudo. Por ele ser a única pessoa mais alienada do que eu. Por tudo que ele já me fez sentir. Por tanto tempo que as músicas dele me mantêm acordada. Por um passado já tão distante e que sempre é vivo demais em mim. Por ele ter sido sempre a primeira pessoa em que eu pensei, ainda que longe. Por eu sorrir por lembrar agora tão bem de "I`ll take the rain". E lembrar o quanto significa pra gente. O quanto tudo significa, por a gente ser tão 'facilmente impressionável'. Por a gente ser um "a gente". E por agora eu ter certeza que é isso que me faz bem. Por estar mais calma. Por amar os olhos dele. Por me conformar com o fato de que sempre eu vou ter que ligar. Pelos abraços e os beijos dele que são os melhores do mundo. Por eu ficar mais serena ainda quando tô com ele. Por ele dizer e sentir coisas bonitas, ser uma 'masturbação mental'. Pelos ciúmes que eu sinto. Por ele gostar de coisas em mim não só por elas serem minhas; por ele gostar disso. Por ser difícil pra mim acreditar que alguém me entenda tanto assim. Por, por ele, "abrir mão" parecer natural. Por ele fazer aniversário junto comigo. Por ele dizer só o que realmente pensa. E escrever as coisas mais lindas. Por todas as vezes que eu quis estar com ele. Por eu ter me convencido tão bem a "deixar pra lá", algum tempo atrás. E, mais ainda, por ele ter voltado pra minha vida do jeito que voltou. Por agora parecer mais certo do que nunca. Por ele ser, por si só, um motivo perfeito pra amá-lo, apesar de todas as minhas fugas de me entregar de novo. Por ele ser ele e me fazer rir e eu estar feliz. E até parecer 'cumplicidade' o modo como a gente conversa e como ele me conta as coisas que ele sabe que conseguem me deixar feliz. Por a gente concordar em muita, muita coisa. Por ele sempre me deixar ganhar nas nossas discussões. Por eu perdoar o fato de ele não gostar de Mac Donalds.
Hoje eu tentei achar algo nele que me provasse que ele é "igual a todo mundo". Uma desculpa pra me machucar, talvez. Mas não achei, nada. Por ele ser tão diferente de tudo. Por ele ser a única pessoa mais alienada do que eu. Por tudo que ele já me fez sentir. Por tanto tempo que as músicas dele me mantêm acordada. Por um passado já tão distante e que sempre é vivo demais em mim. Por ele ter sido sempre a primeira pessoa em que eu pensei, ainda que longe. Por eu sorrir por lembrar agora tão bem de "I`ll take the rain". E lembrar o quanto significa pra gente. O quanto tudo significa, por a gente ser tão 'facilmente impressionável'. Por a gente ser um "a gente". E por agora eu ter certeza que é isso que me faz bem. Por estar mais calma. Por amar os olhos dele. Por me conformar com o fato de que sempre eu vou ter que ligar. Pelos abraços e os beijos dele que são os melhores do mundo. Por eu ficar mais serena ainda quando tô com ele. Por ele dizer e sentir coisas bonitas, ser uma 'masturbação mental'. Pelos ciúmes que eu sinto. Por ele gostar de coisas em mim não só por elas serem minhas; por ele gostar disso. Por ser difícil pra mim acreditar que alguém me entenda tanto assim. Por, por ele, "abrir mão" parecer natural. Por ele fazer aniversário junto comigo. Por ele dizer só o que realmente pensa. E escrever as coisas mais lindas. Por todas as vezes que eu quis estar com ele. Por eu ter me convencido tão bem a "deixar pra lá", algum tempo atrás. E, mais ainda, por ele ter voltado pra minha vida do jeito que voltou. Por agora parecer mais certo do que nunca. Por ele ser, por si só, um motivo perfeito pra amá-lo, apesar de todas as minhas fugas de me entregar de novo. Por ele ser ele e me fazer rir e eu estar feliz. E até parecer 'cumplicidade' o modo como a gente conversa e como ele me conta as coisas que ele sabe que conseguem me deixar feliz. Por a gente concordar em muita, muita coisa. Por ele sempre me deixar ganhar nas nossas discussões. Por eu perdoar o fato de ele não gostar de Mac Donalds.