Diálogo.
Eu lembro, mas é bem vagamente. Do teu sorriso ao me ver, que eu mal consigo transcrever dos meus olhos pra minha memória, de tão foda.
Mas eu lembro. E lembro que talvez seja sempre você a única pessoa que me faz sentir... bem. (O que não deveria ser tão difícil assim, mas é.)
E é fácil fechar meus olhos e te ver sorrindo, com o tal sorriso, pedindo meu abraço, porque "sou tão quentinha". E o teu jeito de colocar as mangas das jaquetas por cima das mãos e o teu sempre frio e o meu sempre erro e sempre.
Eu lembro, assim. É claro que lembro.
O que eu sempre esqueço é que mesmo assim a gente nunca é.
sábado, abril 23, 2005
domingo, abril 17, 2005
Você sempre está certo, até quando provoca essas palpitações estranhas em mim.
Quando quase bate o carro.
Quando desliga no segundo em que eu ía dizer.
Você sempre está certo mas o seu maior defeito é saber disso. E o meu é concordar. Você está certo quando faz acreditar que tudo que eu tenho está errado, que deveria mudar. Você consegue me provar sem palavras que eu preciso apagar o meu melhor poema.
Você precisa estar coberto de razão, porque eu suo frio, e tremo, e emagreço e choro e leio e me torno uma pessoa melhor com todos aqueles livros e aquelas canções que eu aprendi a tocar só pra que você sinta algo mais por mim.
Você está certo, porque eu estou errada.
Preciso estar.
Isso é uma ficção.
Quando quase bate o carro.
Quando desliga no segundo em que eu ía dizer.
Você sempre está certo mas o seu maior defeito é saber disso. E o meu é concordar. Você está certo quando faz acreditar que tudo que eu tenho está errado, que deveria mudar. Você consegue me provar sem palavras que eu preciso apagar o meu melhor poema.
Você precisa estar coberto de razão, porque eu suo frio, e tremo, e emagreço e choro e leio e me torno uma pessoa melhor com todos aqueles livros e aquelas canções que eu aprendi a tocar só pra que você sinta algo mais por mim.
Você está certo, porque eu estou errada.
Preciso estar.
Isso é uma ficção.