quinta-feira, outubro 31, 2002

É difícil pro meu corpo ficar longe do corpo dele. É difícil dormir depois que ouço a voz dele. Oh, you.

quarta-feira, outubro 23, 2002

Me enrola nos teus lençóis sujos. Compra um vinho barato pra mim. Me entorpece em toda essa falta de bom-senso. E depois diz que o que eu ando ouvindo é depressivo demais. Põe a culpa nos meus remédios. Me fala do teu cabelo, como se fosse tudo que eu precisasse ouvir. Põe aquela camiseta. Eu coloco o meu melhor vestido, e a gente sai pra ver a cidade juntos. Me beija só depois da meia-noite, dá mais sorte assim. Mas quando foi que eu falei que eu queria sorte? Quando foi que alguém falou que algum dia deverias pagar algo pra mim? Quando foi que eu te fiz sentir culpado? Quem disse que o filho é teu? (...) Não é assim. Sai. Não é assim.

domingo, outubro 20, 2002

Easy Love

Eu, saudades.
Oi, tudo bem?
No teu pescoço.
Tee Hee.

terça-feira, outubro 15, 2002

"Easy living, easy hold
Easy teething, easy fold
Easy listening, easy love
Easy answers to easy questions
Easy tumble, easy doll
Easy rumble, easy fall
I get up on easy love
I get up on easy questions"
I'm not ready (for love)

Ninguém nunca vai te ter tanto quanto eu te tive em mim. Apesar dessa mágoa. Apesar de tudo. E eu não queria que fosse tudo um problema. Queria que fosse simples. Queria que meus erros fossem justificáveis. Queria ser uma pessoa melhor.
Eu nunca vou ser tanto de alguém como eu fui tua. Por enquanto.

segunda-feira, outubro 14, 2002

Ele nunca teve, ele nunca vai ter alguém como eu.
Você nunca vai ter alguém como eu. Pode desistir.
Pop is Dead

Um dois três e já. Quer saber até quando? Então, entendo: não mais. Ah, claro. Sempre foi. É assim que funciona. Obsessão essa subjetividade. E sempre há um novo dia.

sexta-feira, outubro 11, 2002

Retrocesso.
É o processo.
Obcesso.
Inverso no teu verso de adeus.
Nos meus.
No tudo que não pode ser
Por perceber
O que vem
Só quando convêm.
Por achar
E fingir
E dizer
E saber
E merecer
E faz amor.
E faz falta.
Stand-By-Number-One

Eu queria não sentir isso. Mentira, queria. E queria passar a noite com ele. Desculpa, é errado. E daí? (...) Em casa, com minha camiseta nova do Radiohead. E nada mais. E querendo tanto. Fuck! Passa. Tudo passa. Não é assim que funciona? Mãe? (...) Ahm, errado. Já falamos disso. Já falei que teus sapatos são lindos hoje? Não, né... Mas são. De verdade. Do fundo do meu coração e de tudo mais que há de orgânico dentro de mim. Obrigada pela compreensão. E depois, sou eu que falo demais? (...)
Eu quero. Com tudo. Quero com tudo que eu tenho. Quero com a célula mais inútil do meu útero. Com o ar que melhor preenche os meus pulmões. Quero do fundo do meu estômago. E como quem quer demais. Mas quero. Hoje. E não. Hoje, disseram... Hoje não.

quarta-feira, outubro 02, 2002


The Best You Can Is Good Enough

I`d really like to help you, but...
Não, eu não posso exigir nada. "Entende, é difícil pra mim também: Tô abrindo mão, mas é pra ficar sozinha." Foi o que eu disse, como quem exige algo. Como quem é sincero demais com o que sente. Como quem passaria a noite chorando. Mas noite chorando não combina comigo. Nunca combinou.
E é lindo. O nada tão grande. Ew, eu sei que não.
Dá pra imaginar o quanto dói isso? O "não-poder"? ... É, não dá. Eu sei até de "alguém" que diria que isso não existe. Que é ele que não me quis/quer. Não o suficiente. É, talvez seja. Talvez não. Sabe o que é sofrer por escolha própria? Isso sim. Isso eu admito, do princípio ao fim. Talvez seja um mini-resgate. Talvez seja isso que me afaste o suficiente de todo o resto pra me salvar. Ou eu não quero ser salva. E é muita contradição. E minha dialética é muito diferente às vezes, admitamos.
A verdade é que eu cansei de coisas que são. E não são. E assim sucessivamente. Acho que mais que uma mentira dói um fim. Só nesse caso. Só no caso do "eu não te amo mais". E não é esse o problema. O problema é o quanto eu temo que isso aconteça novamente, qualquer que seja a minha posição.
Agora eu vou viver um presente meio doente. Meio sem vontade pra nada, for a while. Vou crer que nada mais me faz bem. Que ninguém vai me tocar do jeito certo. Que ninguém vai me fazer querer me entregar. Que não vou mais "me jogar", ainda que eu tenha dito isso tantas e tantas vezes. Mas agora o medo é maior. E eu não me dou ao trabalho de lutar contra esse medo. Não mais. Agora eu vou me achar inventando problemas. E vão achar isso de mim. E vão me dizer que eu sempre fui assim. E eu vou querer me conformar. E me dar ao trabalho de mandar tudo à merda, ao mesmo tempo. Sumir e aparecer demais ao mesmo tempo. Chorar e sorrir. Me importar e fingir que não. Te dizer "adeus" e "não pensa que eu fui por não te amar". Ainda que não tenha sido assim.
Ai, e "how is it you feel when you run"? Minha vontade é de nunca mais passar por nada disso. De não (te) achar lindo lindo demais. De não achar que só tu. Que eu guardei essa merda toda dentro de mim como quem quarda espinhos cravados nos pés. Essa merda toda chamada "amor" que diz aquela nossa música que sempre foi. E dizem, acredite, já ouvi... que nós sempre fomos um pouco "meant to be". E eu amei aquela palidez, aquele modo de cruzar as pernas, aquele sorriso, aquela timidez simulada, aquele medo e a irônica sinceridade. Dá pra entender o quanto dói, agora? O quanto eu choraria, se eu soubesse como? O quanto isso é uma pequena prévia (do) que me amedronta? O quanto dói ouvir "Eu não sei o que te dizer"? E como eu não te odeio? Não consigo. Te odiaria se não fosses um veneno do qual eu adoro provar. Se eu não estivesse ocupada demais irritada com o destino. Te odiaria se a mim não bastasse ouvir tua voz pra não querer mais nada. Pra esquecer que, de algumas coisas, eu preciso. Te odiaria, se não tivesse ouvido mil vezes "não se apaixone". Se eu não soubesse do teu medo de me machucar.
E sabe o que? Eu queria que me machucasses. Que me permitisses cair, de bem alto. Que me deixasses. Mas que eu te tivesse antes. Que eu acordasse, depois de muito tempo, jogada numa cama num quarto escuro. Sozinha, chorando. Que eu te sentisse pra sempre "entre meus rins". Que eu continuasse com aquele ritual de passar horas me arrumando toda vez que eu corresse o risco de te ver. E que tu me visses como um passado ruim, talvez. Que eu falasse, um dia, pra uma amiga que confessasse seu amor por ti: "É, ele é uma boa pessoa.". E sorrisse. Eu. E que daí eu visse que era hora de te esquecer. Daí eu me mudaria. Trabalharia, casaria. Teria dois filhos e gostaria mais de um deles. Tentaria o suicídio, de vez em quando. E morrerria numa tarde estranha de outono.
Mas agora eu vou fingir que nada disso aconteceu. É isso, né? Vou te ver beijando alguém e vou tentar não chorar na tua frente. Eu não daria esse mérito a ninguém. Não jogaria no lixo esse meu orgulho chato. Vou usar ele pra secar minhas lágrimas, à noite, sozinha em casa. Vou mudar essa música que odeias mas que te lembra demais.
"When I`m alone and scared, I think of little rhymes. They would make no sense to you, but I make them all the time. And time is all mine. Time is all mine."
Quero desligar.
Um beijo, tchau.

terça-feira, outubro 01, 2002

Minhas mãos, tuas mãos. Meus olhos, teus olhos. Meu cheiro, teu cheiro. Teu corpo, meu corpo. Teu rosto, teu rosto. Teu beijo, teu beijo. Teu gosto, eu gosto.