quarta-feira, outubro 23, 2002
Me enrola nos teus lençóis sujos. Compra um vinho barato pra mim. Me entorpece em toda essa falta de bom-senso. E depois diz que o que eu ando ouvindo é depressivo demais. Põe a culpa nos meus remédios. Me fala do teu cabelo, como se fosse tudo que eu precisasse ouvir. Põe aquela camiseta. Eu coloco o meu melhor vestido, e a gente sai pra ver a cidade juntos. Me beija só depois da meia-noite, dá mais sorte assim. Mas quando foi que eu falei que eu queria sorte? Quando foi que alguém falou que algum dia deverias pagar algo pra mim? Quando foi que eu te fiz sentir culpado? Quem disse que o filho é teu? (...) Não é assim. Sai. Não é assim.