Ele não ligou pra ela.
Ela não ligou pra ele.
Ele não viajou 251 km pra ver ela.
Ela arranjou uma boa desculpa.
Ele odiava ela, em boa parte das 'vezes'.
Ela não sabia o que ele sentiria se a visse naquele minuto.
Ele talvez não soubesse.
Ela talvez esquecesse. Se tentasse bastante. Se tentasse muito. Se tentasse demais.
(Ela talvez não esquecesse).
Uma conveniência seria conveniente.
Ela era egocêntrica.
Ele sabia.
Ele não sabia.
Ele não sabe.
Ele não sabe o quanto.
Ela, bem-feito, não sabia.
Ela era ocupada demais em não admitir que gostava de algumas coisas da Alanis. E que naquela hora queria ouvir Lenny Kravitz ou um abraço.
Ele era perfeito.
Ela nunca viu Tomates Verdes Fritos.
Ela nunca viu Matrix.
Ela nunca viu Titanic.
Ela nunca viu Harry Potter.
Ela nunca viu Os Goonies.
Ele não sabia fazer bolas de chiclete.
Prólogo: Eles eram bonitinhos juntos, e estranhos. E se amavam. E falavam de cores e de músicas e de sensações das quais todo mundo falava e eles achavam que era coisa 'só deles'. Mas ele escrevia bem e ela amava isso. E ele amava não-sei-o-quê nela. Tanto que talvez jamais tivessem feito muito sentido.
Continue e concorra a prêmios. O mais criativo leva pra casa um tênis velho e mal amado.
Claro, mera coincidência.
Se fosse sempre assim.