quarta-feira, novembro 27, 2002

Over.reaction;

Acho que é normal gostar de olhar de dentro pra fora o nome escrito ao contrário num vidro. Ter fotos com amigos. Ter dedicatória. Normal surtar de vez em quando. Normal que ninguém entenda, às vezes. Normal que Ele sempre ache o errado. (Ele até aqui? Desde sempre.)
Normal ter raiva: raiva de todos me culparem por eu ser efêmera demais sem notar que eu só me "adapto". Não, não vou deixar o realismo desculpar meus erros. Que foram sim, mas não tantos.
E que talvez sejam por eu simplesmente ser uma covarde. Por eu fugir sempre que me machuco. Por fugir mudando. Por enxergar isso agora, em tão pouco.
Por eu saber que eu sei esquecer como eu quero. Por, quando não passar, ser pura teimosia. E tá sendo sim, mas só até eu achar alguém que eu ache que me faz mais bem. Só até existirem olhos que me agradem mais. Era isso que Tu querias ouvir, eu sei. Então tá, tu passas. Eu te esqueço um dia, impulsionada pelos teus atos. Irritada, sim, mas não contigo. Irritada por ser tão pouco e eu me importar. Irritada por eu ter perdido o pouco-quase-nada que eu te tinha por causa dos meus erros idiotas, meus atos e fugas mal pensados. Não é mais 39,5%, né? Não, não é.
Então vamos ser amigos. Vamos fingir. Não que eu não queira. Não que eu não goste da tua presença mesmo com tão pouco. Mas tu és mais paixão-de-escola. E disso eu não gostei: de tu querer me julgar sem saber. E achar fácil. Claro, tudo é fácil. Claro, só tu que...
Ah, e vou me arrepender disso. E eu sei que é isso que afasta. Que é esse meu jeito assustador-agressivo-exagerado de reagir. Mas calma, na vida real não é tanto assim. Aqui eu somo. Sério. Aqui eu digo algo que diminua minha insônia. Que amenize meu bruxismo. Que soe desabafo. Canso de mim mesma mais que o normal. Digo mais que o normal. Digo que gosto de ti, que merda. Não 'daquele jeito'. Não como amante. Não como namorada. Não como uma psycho apaixonada. Não como amor-da-minha-vida. Gosto de ti bem mais fácil. Gosto dos teus olhos e de segurar na tua mão (e do teu beijo, mas isso eu sei que não posso, então um dia eu conserto.) e do teu cabelo macio e da tua altura e de mais coisas que eu não posso dizer aqui. (E que não são as que tu estás pensando, eu garanto.)
Gosto leve e lento e doce. Gosto bem daquele jeito como foi entendido na primeira vez que tu pegasse na minha mão, lembra? Gosto assim. De surpreender mas não assustar. De querer mas não precisar.
De quando eu sentia mas tinha (bem mais) medo de dizer.
Deixa estar.

quarta-feira, novembro 20, 2002

2 rights make 1 wrong

...E o contrário?
Agora nada. Agora só meu corpo querendo estar junto do Dele de novo. Agora só a saudade. Agora só tudo que eu quero ser pra Ele e não sou. Agora só as fotos. Agora só os papéis riscados. Agora só a lembrança do cheiro Dele. Agora só a verdade. A minha. Agora só a minha vida só com meus problemas, sós. Agora eu tento ser eu, eu que agrado. Eu que estranhamente eu fui, toda e totalmente, aquela vez. Aquela vez.
Agora devagar. Vai, eu consigo. Agora calma pra não estragar tudo. Agora, quatro minutos e cinqüenta e três segundos depois.
Ainda.Ele.

sexta-feira, novembro 15, 2002

If all we had were stars

Saudades enormes, mas não conta pra ninguém.
Já vi teu rosto em algumas pessoas, ao acordar. Já quis que fosse real. Já descobri que não mereço. Queria saber como continua.

quarta-feira, novembro 13, 2002

Someday

Te reconstruí, juro, depois que te fosses. Peguei todos os teus pedaços do chão e tentei montá-los da melhor forma possível. Tentei dar o mesmo brilho aos teus olhos, a mesma beleza ao teu rosto, tentei encontrar carinho no teu sorriso que eu tive que montar com lentidão.
Até quando eu sabia que não era isso. Até quando eu sabia que eu só precisava de alguém que me desse carinho. Até quando eu sabia que só queria um pouco (mais) da tua atenção, e que tu eras incapaz de dá-la. Até chorando, me ajoelhei sobre os teus pedaços pontiagudos a fim de dar a cada um deles um pouco da tua forma. E me machuquei. Mas tentei mil vezes depois. Tentei fazer com que, mesmo distante, notasses o que eu fazia por ti. Uma luta cega e boba e que todo mundo julgava sem sentido. E foi. E era. E é.
Ironicamente, és o que eu mais guardo de passado. Embora eu seja esse teu contrário. Embora sejamos algo que se esqueceu de acontecer, és o que eu diria passado. Por seres a única coisa que me prende. Minha única possibilidade de enxergar que eu não sou tão feliz assim.
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És quem pior me trata. Quem menos se importa. Quem menos me abraça. Quem mais me irrita. Quem mais machuca.
E por isso, às vezes, eu não sei. Por isso e talvez só por isso e porque existe alguém que me faz bem. O que me importa, então? É, I wish...

domingo, novembro 10, 2002

- Eu tava pensando...
- No quê?
- Na gente.
- Na gente?
- É. Não na 'gente' mesmo. Mas...
- No mundo inteiro?
- Não. Em mim e em ti, mas não como nós.
- Ah...
- Sinto tua falta. Sinto falta do teu jeito.
- Tu não sabes o que tu queres.
- Às vezes sei.
- Mas muda. O tempo todo.
- Mas...
- Desculpa, é que é fácil perceber.
- Por que não dissesse isso antes?
- Pensei que soubesses.
- Sabias que não.
- Pensei que talvez fosse melhor assim. Pensei em tentar.
- Sabe... Eu tenho medo.
- Do quê?
- Disso que eu sou. De ser assim. De não saber.
- Não pensa tanto.
- Acho que não consigo.
- Deixa o que é passado pra trás.
- Mas eu não sei o que é passado e o que é presente.
- Não é difícil.
- Pra mim é. Vê, eu sempre insisto em voltar.
- Acho que é medo.
- É, mas do quê?
- Olha, eu acho que algumas coisas tens que descobrir sozinha.
- Não me deixa. Eu já tentei tanto, tô cansada.
- Olha, espero que passe. Gosto muito de ti.
- Mas não podes me beijar?
- Não, entende. É melhor assim.
- Eu gosto de ti, também. Gosto de muita coisa em ti. Do jeito que me fazes rir. Ninguém consegue isso. E te acho tão...
- Shhh... Deixa pra lá. Você vai achar alguém melhor.
- Mas...
- Vai sim. É sempre assim. Sempre foi assim.
- E o que eu faço enquanto não é?
- Desculpa.

sexta-feira, novembro 08, 2002

why so green and lonely?
How I Made My Millions

i was stronger
i was better
picked you out


now don't say a word
no don't yell out
never mind


let you out
led you back
stay on
sit down


let it fall
let it fall
let it fall
let it fall


I'd still be on my feet

terça-feira, novembro 05, 2002

Não sei se prefiro brilhar forte o bastante pra me apagar mais rápido

É, ele se veste bem. E anda com esse idiota. Gostei dos tênis. Hm... vai sentar... sim! Um pouco atrás de mim, great! Realmente se veste bem. Jeitão, bonito. Olhos bonitos. Gostei do cabelo. Olhos lindos. Olhos... me olhando? Ahm... Isso. Abaixo a cabeça, ele nem deve ter percebido. Agora olho se... droga! Acho que ele notou. Haha, olhou pros meus tênis... Esse é dos meus! Pena que eu não tô usando o igual ao dele hoje. Mas o filme vai começar. Pena que eu nunca vejo ele por aqui. Será que faz RP? Pelo jeito, deve fazer Publicidade. Ahm... Muito bonito. Gostei da aula. E isso me lembra que ele também tá nela. E que ela dura um semestre. (...)
Tomara que ele não saia antes do final do filme. Tomara que ele venha aula que vem.
Levantou. Tomara que passe na minha... Ah, perfume bom. Mas pena que ele já tá indo.
Essa droga de porta abrindo de novo! Ele. Oba, vai passar aqui e vou sentir o perf... Hm.
Acaba. Levanto. Ganho um abraço de verdade. Vamos nós três andando abraçadas no frio. Rimos. E elas até concordam.
Daí DDD recebido e o mundo parece bondoso demais. Devem estar tramando algo. Medo.

segunda-feira, novembro 04, 2002

Há um mês era sexta-feira. Só me arrependo de uma coisa.
Opium

Tá fazendo muito frio, 'só' isso.
Jag gillar dig... - ainda.

Eu lembro dele. E do suor do corpo dele pingando no meu corpo. E das coisas que ele me dizia. E de como ele fazia comigo o que ninguém mais conseguia fazer. E ele não se esforçava. E me fazia formigar da cabeça aos pés. E fazia tudo em mim adquirir um ritmo novo, ofegante.
E daí eu sussurrava no ouvido dele coisas que eu não me imaginava capaz de dizer. Que provassem que nenhum outro corpo tinha aquele efeito sobre o meu. Nenhuma embriaguez. Nenhum prazer não-sexual. Nada.
Nada me fazia sentir aquilo que eu sentia quando a boca dele estava no lugar certo e a mão dele me tocava como nenhuma outra e ele todo em mim me fazia sentir completa em qualquer sentido.
Daí eu acordo e foi só mais um sonho, e saudades. Saudades do que foi, sim. Mas ele talvez seja muito como eu. Talvez seja muito diferente. Mas eu lembro e ele também e isso, orgulhosamente, ninguém vai poder tirar de mim.
Ouviu? Nin-guém. E tu, o que tu tens? O que te sobrou desse orgulho dissimulado e irônico no qual tu insistes em te envolver? Devias saber, desde sempre.
Ele.

Deu pra entender?

quinta-feira, outubro 31, 2002

É difícil pro meu corpo ficar longe do corpo dele. É difícil dormir depois que ouço a voz dele. Oh, you.

quarta-feira, outubro 23, 2002

Me enrola nos teus lençóis sujos. Compra um vinho barato pra mim. Me entorpece em toda essa falta de bom-senso. E depois diz que o que eu ando ouvindo é depressivo demais. Põe a culpa nos meus remédios. Me fala do teu cabelo, como se fosse tudo que eu precisasse ouvir. Põe aquela camiseta. Eu coloco o meu melhor vestido, e a gente sai pra ver a cidade juntos. Me beija só depois da meia-noite, dá mais sorte assim. Mas quando foi que eu falei que eu queria sorte? Quando foi que alguém falou que algum dia deverias pagar algo pra mim? Quando foi que eu te fiz sentir culpado? Quem disse que o filho é teu? (...) Não é assim. Sai. Não é assim.

domingo, outubro 20, 2002

Easy Love

Eu, saudades.
Oi, tudo bem?
No teu pescoço.
Tee Hee.

terça-feira, outubro 15, 2002

"Easy living, easy hold
Easy teething, easy fold
Easy listening, easy love
Easy answers to easy questions
Easy tumble, easy doll
Easy rumble, easy fall
I get up on easy love
I get up on easy questions"
I'm not ready (for love)

Ninguém nunca vai te ter tanto quanto eu te tive em mim. Apesar dessa mágoa. Apesar de tudo. E eu não queria que fosse tudo um problema. Queria que fosse simples. Queria que meus erros fossem justificáveis. Queria ser uma pessoa melhor.
Eu nunca vou ser tanto de alguém como eu fui tua. Por enquanto.

segunda-feira, outubro 14, 2002

Ele nunca teve, ele nunca vai ter alguém como eu.
Você nunca vai ter alguém como eu. Pode desistir.
Pop is Dead

Um dois três e já. Quer saber até quando? Então, entendo: não mais. Ah, claro. Sempre foi. É assim que funciona. Obsessão essa subjetividade. E sempre há um novo dia.

sexta-feira, outubro 11, 2002

Retrocesso.
É o processo.
Obcesso.
Inverso no teu verso de adeus.
Nos meus.
No tudo que não pode ser
Por perceber
O que vem
Só quando convêm.
Por achar
E fingir
E dizer
E saber
E merecer
E faz amor.
E faz falta.