Jag gillar dig... - ainda.
Eu lembro dele. E do suor do corpo dele pingando no meu corpo. E das coisas que ele me dizia. E de como ele fazia comigo o que ninguém mais conseguia fazer. E ele não se esforçava. E me fazia formigar da cabeça aos pés. E fazia tudo em mim adquirir um ritmo novo, ofegante.
E daí eu sussurrava no ouvido dele coisas que eu não me imaginava capaz de dizer. Que provassem que nenhum outro corpo tinha aquele efeito sobre o meu. Nenhuma embriaguez. Nenhum prazer não-sexual. Nada.
Nada me fazia sentir aquilo que eu sentia quando a boca dele estava no lugar certo e a mão dele me tocava como nenhuma outra e ele todo em mim me fazia sentir completa em qualquer sentido.
Daí eu acordo e foi só mais um sonho, e saudades. Saudades do que foi, sim. Mas ele talvez seja muito como eu. Talvez seja muito diferente. Mas eu lembro e ele também e isso, orgulhosamente, ninguém vai poder tirar de mim.
Ouviu? Nin-guém. E tu, o que tu tens? O que te sobrou desse orgulho dissimulado e irônico no qual tu insistes em te envolver? Devias saber, desde sempre.