Hoje eu quis acreditar que, em meio a tantos fins, ele ainda me amava. Quis deixar aquele monte de bilhetes colados na parede do meu quarto. Quis olhar de novo pra aquela foto em que ele me olha apaixonado.
Chorei, admito, quando ouvi aquela música. E senti falta. Muita falta.
Hoje, tanto tempo depois, tanta mágoa depois, tanto esquecimento depois, tanto fingimento depois, tanta vida depois... Hoje.
De novo, eu abri aquele livro cheio de coisas dele dentro. Fotos dele, poemas dele, declarações de amor dele. E notei que é difícil. Que é muito amor pra uma vida só. Que foi muito amor. Que foi saturante. E lindo.
E às vezes, meio de besteira, eu queria que não tivesse sido tão doce, que ele não tivesse sido tão perfeito. Que ele não tivesse sido o único, ever, com quem eu de fato pudesse ter provado que "i still know how to make love, with love, my love". E se eu tivesse o poder de escolher isso, não sei se escolheria continuar vivendo e amar de novo. Acho que na verdade eu preferia que acabasse por aqui. Que tivesse sido só ele sempre. Que ele fosse pra toda vida. Talvez não comigo...
Em mim.