cada molécula
Oi meu anjo
Bom, são seis da manhã e você tá dormindo no sofá. Você continua de tênis e o apartamento tá uma bagunça. Tentei ajudar colocando todas as latas de cerveja numa sacola no canto da cozinha, mas sei que isso não faz diferença nenhuma pra você.
Meu ônibus sai daqui a 40 min, mas eu não consigo te acordar. Eu sei que você tem sono leve, mas se você se visse dormindo tão calmo também não teria coragem de interromper. Imagino com o que você possa estar sonhando, agora que a tua vida é como a gente sempre sonhou. E isso me faz sorrir de um jeito que eu não imagino melhor.
E dá aquela vontade de chorar que você deve saber qual é. Assim como ontem quando te vi com outra pessoa. Meio por felicidade e meio por querer estar sentindo isso junto com você. Ou por alguma coisa que nada nem ninguém no mundo consegue explicar. Eu só... sei.
E eu sei que "isso", "assim", é só você que me faz sentir. Mesmo sem querer. Mesmo com erros, e tempos, e coincidências que a gente nunca chegou a planejar.
É. Mas devaneios não são saudáveis e a gente sabe disso muito bem. (Alguma coisa a gente tem que aprender, né?).
Obrigada por ter me agüentado tomando café durante 90% dos últimos dias. Eu sei o quanto você odeia esse meu hábito.
Eu te desculpo pelas crises que você causa em mim.
E a gente se desculpa por não fumar. Porque seria muito mais 'cult' assim.
Te cuida e cuida da tua coleção de CDs, pra nenhuma outra pessoa fazer o mesmo que eu, que além de estar pegando os meus de volta estou levando alguns dos seus preferidos. Obrigada por isso também.
Se o meu namorado ligar aqui de novo, diga que eu já tô voltando.
O Táxi chegou.
Eu t.
domingo, outubro 10, 2004
sexta-feira, junho 18, 2004
"Eu sei que é brega, mas o amor é brega".
Eu não entendo como não me apaixonar por alguém assim. E eu sei que isso também é brega, como milhões de outras coisas.
Como querer só dormir. Querer alguém "tão perto" pra só dormir e reclamar mais um pouco da vida, porque no final das contas isso é tudo que eu sei fazer. (Assim como eu ia querer o tal alguém pra encaixar a cabeça entre os braços dele de algum jeito que a anatomia não conseguisse explicar pra derramar todas as minhas lágrimas se assim eu o quisesse.)
É, mas é brega.
É.
É, mas é brega.
É.
sexta-feira, março 26, 2004
quinta-feira, março 18, 2004
Lição do dia
Quanto mais você me conhece,
Mais baixos são os teus golpes.
Mas sabe do quê?
Ninguém me conhece tanto assim.
Nem você.
Só eu sei (achar) que minha inconstância tem cura, sim. E que um dia alguém vai me derrotar. E foder com os meus conceitos. E me fazer chorar pra caralho. Vai sim, e quem sabe até seja ele.
Ou não.
É o próximo.
Ou o outro.
Sempre continua.
"O problema é que você sempre tem alguém."
Pois é. Eu sei.
Quanto mais você me conhece,
Mais baixos são os teus golpes.
Mas sabe do quê?
Ninguém me conhece tanto assim.
Nem você.
Só eu sei (achar) que minha inconstância tem cura, sim. E que um dia alguém vai me derrotar. E foder com os meus conceitos. E me fazer chorar pra caralho. Vai sim, e quem sabe até seja ele.
Ou não.
É o próximo.
Ou o outro.
Sempre continua.
"O problema é que você sempre tem alguém."
Pois é. Eu sei.
sábado, fevereiro 21, 2004
des - moronando
mulher tem disso. às vezes nada é o bastante, e eu odeio isso, em mim. odeio quando os hormônios e as ambigüidades combinam de foder com as minhas - quaisquer - certezas. odeio quando a paranóia é tanta que chega a... confundir, de fato. odeio não conseguir controlar isso. assim como às vezes eu não controlo uma parte sequer do meu corpo (e você parece conhecer muito bem essas 'vezes'), em outras (agora, e obviamente você 'não tá' aqui) eu não controlo algo de 'dentro'. e daí os sorrisos não valem. os beijos se anulam. os abraços se desfazem. e tudo que e-ra doce... pfff.
mulher tem disso. às vezes nada é o bastante, e eu odeio isso, em mim. odeio quando os hormônios e as ambigüidades combinam de foder com as minhas - quaisquer - certezas. odeio quando a paranóia é tanta que chega a... confundir, de fato. odeio não conseguir controlar isso. assim como às vezes eu não controlo uma parte sequer do meu corpo (e você parece conhecer muito bem essas 'vezes'), em outras (agora, e obviamente você 'não tá' aqui) eu não controlo algo de 'dentro'. e daí os sorrisos não valem. os beijos se anulam. os abraços se desfazem. e tudo que e-ra doce... pfff.
quarta-feira, fevereiro 11, 2004
it's easy but it seems so hard
Medo. Eu não sei por que soa tão absurdo assim. É "só" medo. Medo de você não vir buscar seus CDs aqui em casa. Medo de eu não ter mais por quem suspirar. Medo de continuar sentindo medo. Medo de não ter mais com quem falar durante horas-e-horas. Medo de não ter alguém do qual eu possa me despedir 5 vezes e continuar do lado. Medo das coisas que cabem nesse espação entre a gente. Medo de esquecer todas as "manhas" do teu carro. Medo de te acordar cinco e quinze pra você ir embora e você não estar mais lá. Medo de não ter alguém pra reclamar do que eu ouço. E pra reclamar do que eu gravo. Medo de não ter pra quem falar sobre como foi o meu dia. Medo de enlouquecer de vez. Medo de não acreditar, nunca mais. Medo de doer.
Medo. Eu não sei por que soa tão absurdo assim. É "só" medo. Medo de você não vir buscar seus CDs aqui em casa. Medo de eu não ter mais por quem suspirar. Medo de continuar sentindo medo. Medo de não ter mais com quem falar durante horas-e-horas. Medo de não ter alguém do qual eu possa me despedir 5 vezes e continuar do lado. Medo das coisas que cabem nesse espação entre a gente. Medo de esquecer todas as "manhas" do teu carro. Medo de te acordar cinco e quinze pra você ir embora e você não estar mais lá. Medo de não ter alguém pra reclamar do que eu ouço. E pra reclamar do que eu gravo. Medo de não ter pra quem falar sobre como foi o meu dia. Medo de enlouquecer de vez. Medo de não acreditar, nunca mais. Medo de doer.
domingo, janeiro 25, 2004
terça-feira, janeiro 06, 2004
ou você ainda vive só dentro de mim
e ficaram as malas e armários vazios
cinzas de cigarro e dias frios
teu rosto amassado
embaixo do cobertor
ou então
eu nunca quis você não me quis
alguém que só viva (ainda) dentro de mim
assim como teus sorrisos
sempre tão indecisos
eu vou te ligar em todo natal
ou só entender
dois pontos pra mim (,que bom)
mas (são) três pra você.
quinta-feira, novembro 06, 2003
just coz you feel it.....
You`ve got mail!
Mas é de alguém que você não conhece.
Como um abraço de quem não se gosta.
Um beijo onde não se quer.
Um sorriso falso, bobo e estúpido.
Cercado de idéias falsas, bobas e estúpidas.
Meninos que não são meninos.
Meninas que são (excessivamente) meninas.
Corações moldados, feios e novos.
Pessoas falsas, bobas e estúpidas.
(If you turn around what matters the most.)
É, eu fiz isso.
......doesn`t mean it`s there.
You`ve got mail!
Mas é de alguém que você não conhece.
Como um abraço de quem não se gosta.
Um beijo onde não se quer.
Um sorriso falso, bobo e estúpido.
Cercado de idéias falsas, bobas e estúpidas.
Meninos que não são meninos.
Meninas que são (excessivamente) meninas.
Corações moldados, feios e novos.
Pessoas falsas, bobas e estúpidas.
(If you turn around what matters the most.)
É, eu fiz isso.
......doesn`t mean it`s there.
quarta-feira, agosto 06, 2003
Qualquer lugar do mundo
Mesmo.
Qualquer um.
O chão imundo do teu quarto. A mesa estranha da cozinha. O sofá amarelo. Dentro do teu carro. No cinema. Lá em casa. Embaixo do meu edredom azul. Debaixo da escada. Escondido em algum canto. Na rua. No trabalho. Na aula.
Qualquer, qualquer lugar.
Não faz diferença alguma.
Não faz.
Não tem nada que faça tudo parecer menos estranho/frágil/novo. E não tô falando de beijos e abraços ou horas. Tô falando de mim. Tô falando de andar e não sentir tempo algum passando. Tô falando do estado anestésico. Da saudade. Da ansiedade. De tudo isso, amenizado.
Desculpa, mas eu tô falando de não saber.
E tem gente que continua tentando saber tudo por mim.
Claro, sempre tem.
Algumas coisas são pra "sempre".
Pra sempre machucar.
Pra sempre cansar.
Pra sempre dizer.
Pra sempre evitar.
Pra sempre não fazer diferença alguma.
Pra no final acabar com LER, fodida, estressada e separada.
Lembrei que partir significa muita coisa mais.
Em qualquer, qualquer lugar do mundo.
Mesmo.
Qualquer um.
O chão imundo do teu quarto. A mesa estranha da cozinha. O sofá amarelo. Dentro do teu carro. No cinema. Lá em casa. Embaixo do meu edredom azul. Debaixo da escada. Escondido em algum canto. Na rua. No trabalho. Na aula.
Qualquer, qualquer lugar.
Não faz diferença alguma.
Não faz.
Não tem nada que faça tudo parecer menos estranho/frágil/novo. E não tô falando de beijos e abraços ou horas. Tô falando de mim. Tô falando de andar e não sentir tempo algum passando. Tô falando do estado anestésico. Da saudade. Da ansiedade. De tudo isso, amenizado.
Desculpa, mas eu tô falando de não saber.
E tem gente que continua tentando saber tudo por mim.
Claro, sempre tem.
Algumas coisas são pra "sempre".
Pra sempre machucar.
Pra sempre cansar.
Pra sempre dizer.
Pra sempre evitar.
Pra sempre não fazer diferença alguma.
Pra no final acabar com LER, fodida, estressada e separada.
Lembrei que partir significa muita coisa mais.
Em qualquer, qualquer lugar do mundo.
domingo, julho 20, 2003
sexta-feira, junho 20, 2003
Tirou a roupa e a deixou jogada no corredor. Não importava. Por ali não passaria ninguém, além dela mesma. Podia andar seminua, como em filmes pornôs de baixa categoria, mas o sexo selvagem com um entregador de alguma coisa jamais aconteceria. Afinal, tem sempre resto de alguma coisa na geladeira. Tinha também sempre resto de alguém nela. E agora parecia resto de olhos castanhos.
Girou a torneira e a água do chuveiro veio silenciosa. Morna. Agradável como pouca coisa mais. Apoiou a cabeça na parede fria e deixou a água escorrendo no corpo. Sentou. Pensou se agüentaria ficar ali sentada até passarem-se dias e dias e então morrer de fome. Se os vizinhos notariam. Se ouviriam o barulho incessante da água. Se viriam reclamar porque o condomínio viria alto. Se daria pra dormir. E só.
Acontece que meia hora já parecia demais. Uma eternidade. Um saco. Fechou a torneira e se enrolou na primeira toalha que encontrou. Caminhou lento até o quarto e se jogou na cama. "Slackerbitch", pensou.
Olhou no relógio - Ah, sim. As horas. - atrasada. Ligou pros olhos castanhos e eles não estavam mais em casa. Colocou uma calça amassada e uma camiseta. Derrubou as coisas de cima da escrivaninha pra tentar achar a chave do carro. Achou aquela foto engraçadinha dos tênis. Dos pés - dele e dela - se entrelaçando de forma estranha. E a outra em que ele acendia o cigarro. E aquele monte de... restos! Detalhes dele. - Malditos detalhes. - em formato dez por quinze, saídos de dentro de uma gaveta que deveria ter sido lacrada pra sempre, não fosse aquela mania dela de tentar descobrir o que (ainda) sentia. Parou com a foto da boca. Quis chorar. Mas meninas não choram. Guardou-as no bolso da calça. Todas elas. Quem sabe...
Lembrou da chave na estante da sala. Deixou aberta a janela do quarto e o som ligado. Pegou um maço de cigarros. E a chave. E os restos. E foi.
* * *
Estranho. Ele era, definitivamente, estranho. Ela pensou nisso no caminho, enquanto dirigia sem ver os outros carros, sem ver a rua, os sinais, e as placas. Ignorando qualquer existência que não a dela. Ou, até, a própria. No que não havia problema, também, visto a existência dela se resumir a tão poucas coisas. Uma caixa de tinta de cabelo, poucas palavras, cigarros, cabelos curtos e óculos escuros. Há dois meses atrás, convinha também incluir o cara estranho com quem ela aparecia nos lugares. Na verdade, o que menos fazia era aparecer e, ainda assim, convinha.
Estacionou o carro em local proibido. Mandou à merda a guardinha estressada. Seguiu as instruções pra chegar no local combinado. Novamente, passou pela sua cabeça o fato de ele ser, possivelmente, a pessoa mais estranha que ela conhecia. Marcou de se encontrar com ela numa igreja abandonada. Isso. Sim, bem isso. E nem a chance de retrucar e de acusá-lo de ser insano ela teve. Apenas o bilhete. Um "precisamos conversar" e as instruções pra chegar no local, interditado, por sinal.
Cogitou a possibilidade de ele estar planejando seu assassinato. Mas àquela altura, isso parecia não importar tanto assim. Levaria dias até que alguém notasse o sumisso dela. E mais alguns até o cheiro de podre infestar os barracos próximos à igreja abandonada. Isso se ele deixasse o corpo dela por ali mesmo, e não o esquartejasse a fim de andar com ele no porta-malas até encontrar um local apropriado para despejar os restos mortais da "pobre menina rica" - viciada em nicotina. Faria em alguns minutos o que o cigarro levaria algum tempo a mais para fazer. E daí?
Mas o fato é que não era ele que guardava rancor. Nem ela. Logo, não se assassinariam.
Entrou e ele não havia chegado ainda, como o esperado. Sentou numa pedra imunda e acendeu seu Lucky Strike. Observou o lugar. A primeira laje havia sido arrancada, de modo que o teto ficasse absurdamente alto. Embaixo da igreja deveriam ter existido, algum dia, salas de aula, ou algo do gênero. Agora o altar ficava estranhamente posicionado no meio da parede, numa altura sem sentido. Perguntou-se se as pinturas no teto eram barrocas ou sei-lá-o-quê. Não sabia. E isso não parecia fazer dela uma pessoa pior. Ouviu passos. Olhos castanhos.
* * *
continua, sim.
Girou a torneira e a água do chuveiro veio silenciosa. Morna. Agradável como pouca coisa mais. Apoiou a cabeça na parede fria e deixou a água escorrendo no corpo. Sentou. Pensou se agüentaria ficar ali sentada até passarem-se dias e dias e então morrer de fome. Se os vizinhos notariam. Se ouviriam o barulho incessante da água. Se viriam reclamar porque o condomínio viria alto. Se daria pra dormir. E só.
Acontece que meia hora já parecia demais. Uma eternidade. Um saco. Fechou a torneira e se enrolou na primeira toalha que encontrou. Caminhou lento até o quarto e se jogou na cama. "Slackerbitch", pensou.
Olhou no relógio - Ah, sim. As horas. - atrasada. Ligou pros olhos castanhos e eles não estavam mais em casa. Colocou uma calça amassada e uma camiseta. Derrubou as coisas de cima da escrivaninha pra tentar achar a chave do carro. Achou aquela foto engraçadinha dos tênis. Dos pés - dele e dela - se entrelaçando de forma estranha. E a outra em que ele acendia o cigarro. E aquele monte de... restos! Detalhes dele. - Malditos detalhes. - em formato dez por quinze, saídos de dentro de uma gaveta que deveria ter sido lacrada pra sempre, não fosse aquela mania dela de tentar descobrir o que (ainda) sentia. Parou com a foto da boca. Quis chorar. Mas meninas não choram. Guardou-as no bolso da calça. Todas elas. Quem sabe...
Lembrou da chave na estante da sala. Deixou aberta a janela do quarto e o som ligado. Pegou um maço de cigarros. E a chave. E os restos. E foi.
Estranho. Ele era, definitivamente, estranho. Ela pensou nisso no caminho, enquanto dirigia sem ver os outros carros, sem ver a rua, os sinais, e as placas. Ignorando qualquer existência que não a dela. Ou, até, a própria. No que não havia problema, também, visto a existência dela se resumir a tão poucas coisas. Uma caixa de tinta de cabelo, poucas palavras, cigarros, cabelos curtos e óculos escuros. Há dois meses atrás, convinha também incluir o cara estranho com quem ela aparecia nos lugares. Na verdade, o que menos fazia era aparecer e, ainda assim, convinha.
Estacionou o carro em local proibido. Mandou à merda a guardinha estressada. Seguiu as instruções pra chegar no local combinado. Novamente, passou pela sua cabeça o fato de ele ser, possivelmente, a pessoa mais estranha que ela conhecia. Marcou de se encontrar com ela numa igreja abandonada. Isso. Sim, bem isso. E nem a chance de retrucar e de acusá-lo de ser insano ela teve. Apenas o bilhete. Um "precisamos conversar" e as instruções pra chegar no local, interditado, por sinal.
Cogitou a possibilidade de ele estar planejando seu assassinato. Mas àquela altura, isso parecia não importar tanto assim. Levaria dias até que alguém notasse o sumisso dela. E mais alguns até o cheiro de podre infestar os barracos próximos à igreja abandonada. Isso se ele deixasse o corpo dela por ali mesmo, e não o esquartejasse a fim de andar com ele no porta-malas até encontrar um local apropriado para despejar os restos mortais da "pobre menina rica" - viciada em nicotina. Faria em alguns minutos o que o cigarro levaria algum tempo a mais para fazer. E daí?
Mas o fato é que não era ele que guardava rancor. Nem ela. Logo, não se assassinariam.
Entrou e ele não havia chegado ainda, como o esperado. Sentou numa pedra imunda e acendeu seu Lucky Strike. Observou o lugar. A primeira laje havia sido arrancada, de modo que o teto ficasse absurdamente alto. Embaixo da igreja deveriam ter existido, algum dia, salas de aula, ou algo do gênero. Agora o altar ficava estranhamente posicionado no meio da parede, numa altura sem sentido. Perguntou-se se as pinturas no teto eram barrocas ou sei-lá-o-quê. Não sabia. E isso não parecia fazer dela uma pessoa pior. Ouviu passos. Olhos castanhos.
continua, sim.
sábado, abril 26, 2003
- Vamos dormir.
Talvez porque seja tarde. Talvez porque tenha sido demais. Talvez porque no frio seja tão bom. Talvez porque esteja quente demais. Talvez pelo sono. Talvez pela dor de cabeça ou pela aula que foi um saco.
E talvez porque não importe, bem simplesmente. Por ser bom se apertar em um colchão de solteiro e chegar no final do mês sem um puto no bolso e com muita coisa pra fazer. E achar qualquer coisa e poder guardar isso só pra si. Ou passar um dia trancada no quarto e não atender o telefone e nem o interfone. Ou ser a única luz acesa do prédio e sempre esquecer de trancar a porta. Ou pra esquecer. Ou lembrar. Ou gastar dinheiro com besteiras quando ele falta pra pagar o aluguel. Welcome back, não-sei-por-quê.
Talvez porque seja tarde. Talvez porque tenha sido demais. Talvez porque no frio seja tão bom. Talvez porque esteja quente demais. Talvez pelo sono. Talvez pela dor de cabeça ou pela aula que foi um saco.
E talvez porque não importe, bem simplesmente. Por ser bom se apertar em um colchão de solteiro e chegar no final do mês sem um puto no bolso e com muita coisa pra fazer. E achar qualquer coisa e poder guardar isso só pra si. Ou passar um dia trancada no quarto e não atender o telefone e nem o interfone. Ou ser a única luz acesa do prédio e sempre esquecer de trancar a porta. Ou pra esquecer. Ou lembrar. Ou gastar dinheiro com besteiras quando ele falta pra pagar o aluguel. Welcome back, não-sei-por-quê.
domingo, abril 06, 2003
Gosto de saudade. Gosto de distância. Gosto de chocolate. Gosto de menta. De morango. De dormir abraçado. Gosto de primeiro beijo. Gosto de primeira vez. Gosto de primavera e de verão e de inverno. Gosto de vento. Gosto de frio. Gosto de iogurte. Gosto de medo de perder. Gosto de sono. Gosto de paz. Gosto de paz. Gosto de andar de carro às quatro da manhã ouvindo Radiohead. Gosto de abraço. Gosto de reencontro. Gosto de orgulho. Gosto de olhos lindos. Gosto de sorvete. Gosto de calda de chocolate. Gosto de adivinha. Gosto de amigos. Gosto de dar certo. Gosto de domingo à noite. Gosto de cachorro dormindo no colo. Gosto de carinho. Gôsto.
segunda-feira, março 31, 2003
in pitch dark i go walking in your landscape.
broken branches trip me as i speak.
just coz you feel it doesnt mean its there.
just coz you feel it doesnt mean its there.
there's always a siren singing you to shipwreck.
(dont reach out, dont reach out)
stay 4ft away we'd be a walking disaster.
(dont reach out, dont reach out)
just coz you feel it doesn't mean its there.
(theres someone on your shoulder)
just coz you feel it doesn't mean its there.
(theres someone on your shoulder)
why so green and lonely?
heaven sent you to me.
we are accidents
waiting waiting to happen.
we are accidents
waiting waiting to happen.
broken branches trip me as i speak.
just coz you feel it doesnt mean its there.
just coz you feel it doesnt mean its there.
there's always a siren singing you to shipwreck.
(dont reach out, dont reach out)
stay 4ft away we'd be a walking disaster.
(dont reach out, dont reach out)
just coz you feel it doesn't mean its there.
(theres someone on your shoulder)
just coz you feel it doesn't mean its there.
(theres someone on your shoulder)
why so green and lonely?
heaven sent you to me.
we are accidents
waiting waiting to happen.
we are accidents
waiting waiting to happen.
quinta-feira, março 27, 2003
Falou que eu tinha "olhos de menina". "Caralho, mas é óbvio!".
Ah, não é não.
Ele disse (pra mim) que nada nunca importaria tanto quanto aquilo. Pediu um beijo. Eu dei. E fiquei acariciando ele o resto da noite, pra ver se passava o efeito do álcool. Daí ele perguntou por que a gente era "só isso". E eu ri. Falei que a gente nunca daria certo, éramos, juntos, algo legal demais pra ser verdade. Ele riu.
Depois fomos pra uma das cabanas, tava chovendo. E o nosso amigo-hiperativo-legalzinho apareceu, como sempre, pedindo pra usar o banheiro. E, claro que sim, já estava tarde.
E com ele nada parecia tanto assim. E tinha um beijo bom e uma beleza estranha demais. Se ofereceu pra me levar pra casa, eu disse que não. Reclamou que não tinha o meu telefone e eu desconversei. E pensei nele, muitas vezes depois, quando eu queria ter alguma dúvida.
E agora é estranho demais. Porque, como sempre, ele bebeu demais, e agora foi pior.
Porque ele era ele e isso fode com muitos detalhes da minha [pequena] existência. Mesmo porque, ele era um desses detalhes.
E ele tinha um beijo bom.
E é difícil pra mim aceitar que, nunca mais, alguém vai ter esse beijo.
É difícil pra mim aceitar.
É difícil.
Ah, não é não.
Ele disse (pra mim) que nada nunca importaria tanto quanto aquilo. Pediu um beijo. Eu dei. E fiquei acariciando ele o resto da noite, pra ver se passava o efeito do álcool. Daí ele perguntou por que a gente era "só isso". E eu ri. Falei que a gente nunca daria certo, éramos, juntos, algo legal demais pra ser verdade. Ele riu.
Depois fomos pra uma das cabanas, tava chovendo. E o nosso amigo-hiperativo-legalzinho apareceu, como sempre, pedindo pra usar o banheiro. E, claro que sim, já estava tarde.
E com ele nada parecia tanto assim. E tinha um beijo bom e uma beleza estranha demais. Se ofereceu pra me levar pra casa, eu disse que não. Reclamou que não tinha o meu telefone e eu desconversei. E pensei nele, muitas vezes depois, quando eu queria ter alguma dúvida.
E agora é estranho demais. Porque, como sempre, ele bebeu demais, e agora foi pior.
Porque ele era ele e isso fode com muitos detalhes da minha [pequena] existência. Mesmo porque, ele era um desses detalhes.
E ele tinha um beijo bom.
E é difícil pra mim aceitar que, nunca mais, alguém vai ter esse beijo.
É difícil pra mim aceitar.
É difícil.