segunda-feira, março 31, 2003

in pitch dark i go walking in your landscape.
broken branches trip me as i speak.
just coz you feel it doesnt mean its there.
just coz you feel it doesnt mean its there.
there's always a siren singing you to shipwreck.
(dont reach out, dont reach out)
stay 4ft away we'd be a walking disaster.
(dont reach out, dont reach out)
just coz you feel it doesn't mean its there.
(theres someone on your shoulder)
just coz you feel it doesn't mean its there.
(theres someone on your shoulder)
why so green and lonely?
heaven sent you to me.
we are accidents
waiting waiting to happen.
we are accidents
waiting waiting to happen.

quinta-feira, março 27, 2003

Falou que eu tinha "olhos de menina". "Caralho, mas é óbvio!".
Ah, não é não.
Ele disse (pra mim) que nada nunca importaria tanto quanto aquilo. Pediu um beijo. Eu dei. E fiquei acariciando ele o resto da noite, pra ver se passava o efeito do álcool. Daí ele perguntou por que a gente era "só isso". E eu ri. Falei que a gente nunca daria certo, éramos, juntos, algo legal demais pra ser verdade. Ele riu.
Depois fomos pra uma das cabanas, tava chovendo. E o nosso amigo-hiperativo-legalzinho apareceu, como sempre, pedindo pra usar o banheiro. E, claro que sim, já estava tarde.
E com ele nada parecia tanto assim. E tinha um beijo bom e uma beleza estranha demais. Se ofereceu pra me levar pra casa, eu disse que não. Reclamou que não tinha o meu telefone e eu desconversei. E pensei nele, muitas vezes depois, quando eu queria ter alguma dúvida.

E agora é estranho demais. Porque, como sempre, ele bebeu demais, e agora foi pior.
Porque ele era ele e isso fode com muitos detalhes da minha [pequena] existência. Mesmo porque, ele era um desses detalhes.
E ele tinha um beijo bom.
E é difícil pra mim aceitar que, nunca mais, alguém vai ter esse beijo.

É difícil pra mim aceitar.
É difícil.

quarta-feira, março 19, 2003

Mas sem ter o teu amor...


Sei o formato, exato do teu rosto.
A tua altura.
O teu medo.
O teu jeito de ser eu.
Sei que eu não queria
estar aqui.
Sei que dói quando
eu olho
pro lado
e te vejo.
[tão longe]
Eu sei.
Queria e me arrependo
mas eu sei.

terça-feira, março 04, 2003

Crônica

Ele não ligou pra ela.
Ela não ligou pra ele.
Ele não viajou 251 km pra ver ela.
Ela arranjou uma boa desculpa.
Ele odiava ela, em boa parte das 'vezes'.
Ela não sabia o que ele sentiria se a visse naquele minuto.
Ele talvez não soubesse.
Ela talvez esquecesse. Se tentasse bastante. Se tentasse muito. Se tentasse demais.
(Ela talvez não esquecesse).
Uma conveniência seria conveniente.
Ela era egocêntrica.
Ele sabia.
Ele não sabia.
Ele não sabe.
Ele não sabe o quanto.

Ela, bem-feito, não sabia.
Ela era ocupada demais em não admitir que gostava de algumas coisas da Alanis. E que naquela hora queria ouvir Lenny Kravitz ou um abraço.
Ele era perfeito.
Ela nunca viu Tomates Verdes Fritos.
Ela nunca viu Matrix.
Ela nunca viu Titanic.
Ela nunca viu Harry Potter.
Ela nunca viu Os Goonies.
Ele não sabia fazer bolas de chiclete.

Prólogo: Eles eram bonitinhos juntos, e estranhos. E se amavam. E falavam de cores e de músicas e de sensações das quais todo mundo falava e eles achavam que era coisa 'só deles'. Mas ele escrevia bem e ela amava isso. E ele amava não-sei-o-quê nela. Tanto que talvez jamais tivessem feito muito sentido.

***


Continue e concorra a prêmios. O mais criativo leva pra casa um tênis velho e mal amado.

Claro, mera coincidência.

Se fosse sempre assim.

domingo, março 02, 2003

bout you.

Eu sinto a tua falta e espero que um dia tu voltes...... sabe?

[onde eu assino?]

sábado, fevereiro 22, 2003

...........................................esquecer, dizem, sempre é a melhor solução.

.....
...
..............................."caralho".

sábado, fevereiro 15, 2003

[...]

mas eu tento. E podes achar errado e achar mil palavras e frases pra me condenar. Ou podes me ignorar. Ou podes me dizer o que é melhor pra ti. Ou que me entendes. Ou me jogar de algum lugar muito alto. Ou achar a coragem que eu não acho em mim pra fazer dar certo. Ou mentir que vai ficar tudo bem. Ou ficar sem saber o que fazer tanto quanto eu. Ou dizer que vale mais a pena esperar até a gente se ver de novo. Ou dizer que eu sou uma burra, e não sei de nada. E devia pensar mais. (Mais?) Ou devia parar de pensar. Ou.... eu não sei. Não só sobre ti, eu não sei sobre nada. Nem o porquê de eu fazer isso. Nem por que eu penso tanta besteira e pareço evitar as coisas de um jeito estranho. Mas I can't handle it. I can't handle it. Eu nunca pensei que isso foder tanto com o meu cérebro. É, mas fode.

[e amaldiçoado seja esse meio de comunicação. dessa vez.]

quarta-feira, fevereiro 05, 2003

That's why I spend my days alone

Porque eu te amo de um jeito tolo. Porque eu sou tola. Porque eu preciso de ti independente de qualquer coisa. Porque é só disfarce esse meu jeito, porque no fundo a gente sabe muito bem que sou eu que preciso muito mais de ti. Porque dói. Porque dói. Porque dói.

Incondicional-mente.

segunda-feira, janeiro 27, 2003

Talvez porque nada mais faça sentido.
Nem eu.
Nem tu.
Nem tudo que eu sei, e tu nem imaginas, que eu aprendi contigo.
Beautiful Loser

Meio que -
Só pra -
Na esperança de -

Parece loucura. Mas me disseram que combina comigo, como se eu já não soubesse disso há tanto tempo. Como se não fosse nada. Como se a minha fotosensibilidade pudesse ser comparada à uma coceirinha na pele.
Mas ninguém sabe tanto quanto eu sei. E as formas assustadoras que essa 'loucura, pequena' pode tomar. Talvez por ser longe, no sentido mais simplório da palavra.
Talvez por ainda assim eu me poder imaginar em outro lugar. Por querer fechar os olhos e ver uma realidade bem diferente. Esperar que com os olhos fechados, eu sinta alguém me beijando e que, quando eu os abrisse, fosse. Não cheio de intervalos do jeito que é.
Daí eu ando pela rua, no clima de fim-de-chuva-de-uma-semana e me pergunto se isso tá sendo filmado. Se alguém enxerga que dentro de mim há uma paz inesperada. Uma certeza boba de que tudo vai dar certo. Me pergunto se alguém, além de mim, sabe que eu tô fazendo as coisas do jeito certo, ainda que isso possa soar egoísta e prepotente e que se foda. Não faz diferença, faz? Por que não tem ninguém enxergando e é essa a verdade. Porque às vezes todo pseudo-esforço é pra nada. Porque nem sempre recebe-se o que merece, seja isso algo ruim ou bom. (Eu costumo/costumava acreditar o contrário. Acreditar em providência. Mas não sei onde isso fica agora). E daí eu vejo que é questão de sorte e só isso. E lembro daquela minha amiga que diz que Deus foi muito bom comigo. E fico com vontade de perguntar no que ela acredita agora, porque essa sempre foi minha referência.
E fico. Só permaneço. Só esqueço. Só respiro. Só acordo. Só não desisto.

domingo, janeiro 26, 2003

Então, num dia de muita chuva, a gente chegou lá. E enchemos cada metro quadrado com toda nossa ausência. Enchemos de qualquer coisa vazia cada canto daquela 'casa'. E já havíamos até nos acostumado a sentar no chão frio da sala, ou a ficar na janela querendo os apartamentos ao redor ou olhando as pessoas pequenas lá embaixo.
Lembrei até de como a Clarice Lispector falava que a gente se acostuma. E acredito nela. E talvez até tente, um dia, usar as escadas. E lembre de abrir a janela sempre.
Só pra achar que agora eu talvez tenha algo só meu. Uma vontade a mais. Um.
Calma.
Deve ser sono.

Querendo contrariar o que alguns chamam de destino. Mesmo se eu não acreditar, eu não posso?

quinta-feira, janeiro 23, 2003

palavra certa/palavra errada

eu sei fazer poema-moderninho com vocabulário interiorano

saudadoce.saudadocê.

terça-feira, janeiro 21, 2003

siliconfight

O problema, o unico deles, e que eu te amo.

domingo, janeiro 19, 2003

Ele sussurrou ao ouvido dela que seu maior sonho era beijar uma garota casada. Ela disse que queria arrancar seus olhos. E assim o fizeram. Ele a beijou, mais de uma vez. Ela não arrancou seus olhos, mas mordeu seu pescoço, arrancou alguns fios de cabelo e deixava sempre a marca de suas unhas nas costas dele.

sexta-feira, janeiro 17, 2003

Sempre pronta pra fugir. Essa sou eu. Fácil notar. Eu nunca me entrego, na verdade. Porque cada movimento brusco e mínimo e estranho me faz ter medo. Me faz querer me fechar. E fugir, esquecer. E ficar sozinha, pra não me machucar.
[...]
Não importa, né?
Mas é um desses. Queria não amar tanto. Queria não precisar. Fraca de novo, né? Shame on you. Eu achei que já tivesse sido o bastante. Que tivesse aprendido. Que não gostasse mais de finais felizes e que não tivesse medo e fugisse.
"Just to watch you perform your great escape" - Pra mim, só pra mim.

sábado, janeiro 11, 2003

1. The Posies - You`re The Beautiful One.

SEMPRE FOI.

segunda-feira, janeiro 06, 2003

Troubles

Hoje eu tentei achar algo nele que me provasse que ele é "igual a todo mundo". Uma desculpa pra me machucar, talvez. Mas não achei, nada. Por ele ser tão diferente de tudo. Por ele ser a única pessoa mais alienada do que eu. Por tudo que ele já me fez sentir. Por tanto tempo que as músicas dele me mantêm acordada. Por um passado já tão distante e que sempre é vivo demais em mim. Por ele ter sido sempre a primeira pessoa em que eu pensei, ainda que longe. Por eu sorrir por lembrar agora tão bem de "I`ll take the rain". E lembrar o quanto significa pra gente. O quanto tudo significa, por a gente ser tão 'facilmente impressionável'. Por a gente ser um "a gente". E por agora eu ter certeza que é isso que me faz bem. Por estar mais calma. Por amar os olhos dele. Por me conformar com o fato de que sempre eu vou ter que ligar. Pelos abraços e os beijos dele que são os melhores do mundo. Por eu ficar mais serena ainda quando tô com ele. Por ele dizer e sentir coisas bonitas, ser uma 'masturbação mental'. Pelos ciúmes que eu sinto. Por ele gostar de coisas em mim não só por elas serem minhas; por ele gostar disso. Por ser difícil pra mim acreditar que alguém me entenda tanto assim. Por, por ele, "abrir mão" parecer natural. Por ele fazer aniversário junto comigo. Por ele dizer só o que realmente pensa. E escrever as coisas mais lindas. Por todas as vezes que eu quis estar com ele. Por eu ter me convencido tão bem a "deixar pra lá", algum tempo atrás. E, mais ainda, por ele ter voltado pra minha vida do jeito que voltou. Por agora parecer mais certo do que nunca. Por ele ser, por si só, um motivo perfeito pra amá-lo, apesar de todas as minhas fugas de me entregar de novo. Por ele ser ele e me fazer rir e eu estar feliz. E até parecer 'cumplicidade' o modo como a gente conversa e como ele me conta as coisas que ele sabe que conseguem me deixar feliz. Por a gente concordar em muita, muita coisa. Por ele sempre me deixar ganhar nas nossas discussões. Por eu perdoar o fato de ele não gostar de Mac Donalds.

quinta-feira, dezembro 26, 2002

eu queria que ele soubesse que 'afinal, somos amigos'. porque ele me abraçou mesmo sabendo que era o abraço de outra pessoa que eu queria. e é por isso que eu gosto dele apesar de tudo. das indas e vindas. por ele me conhecer, ou saber como funcionam as coisas.