Sobre a saudade
Por dois minutos, e não mais que isso, voltar pra uma noite chuvosa de sábado. As garrafas geladas, os lábios idem, as mãos na cintura. Uns sorrisos perdidos, o caminhar sem jeito.
Por dois, três, cinquenta e quatro minutos, não mais que isso, fechar os olhos e só conseguir pensar em um sorriso que veio entre uma conversa sobre o Marrocos, algum gole a mais, a menos, lábios idem.
Voltar ao início. Passear tímida pela noite quente, as músicas no ouvido, pés frios, o pôster da Björk na parede. Por dois minutos, três semanas, quinhentos e quarenta e sete meses, só isso, uma vida inteira, uma eternidade, é só, fechar os olhos e lembrar sorrindo. Tamanha a saudade.